Análise do jogo ‘The Last of Us: Parte 2’, exclusivo para PlayStation 4

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Nas últimas semanas não se falava em outra coisa senão o recém-lançado ‘The Last of Us: Parte 2’, jogo exclusivo para PlayStation 4.

 

Neste artigo vou apresentar uma análise pessoal sobre toda a história e gameplay do jogo, além de impressões que tive sobre o roteiro e sobre o futuro da franquia. Claro, este artigo estará recheado de spoilers, portanto só continue lendo se estiver a vontade quanto a isto.

 

 

O jogo ‘The Last of Us: Parte 2’ foi lançado em 19 de Junho, mas como comprei a mídia física recebi ele somente no dia 22 de Junho. A partir daí foram 32 horas de partida (até o dia 21 de Julho) e consegui zerar ele com 38% dos troféus conquistados.

 

O início

 

‘The Last of Us: Parte 2’ começa de onde parou em ‘The Last of Us’. Se você zerou o primeiro, deve se lembrar que Joel salvou a vida de Ellie. O médico Jerry (dos Vagalumes) iria matar a Ellie para “pegar a cura” da doença que estava alojada no cérebro dela e por fim, “salvar o mundo” da pandemia. Sabendo disto, Joel mata meio mundo de Vagalumes e salva Ellie retirando-a da mesa de cirurgia e matando a equipe médica (incluindo Jerry). Após isto, ele foge com Ellie e vai morar em Jackson, onde uma comunidade se forma no local e a vida quase que “volta ao normal”.

 

 

A novo jogo começa nesta cidade, mostrando um pouco da vida local, dos personagens que serão importantes dentro do jogo e da vida amorosa de Ellie (uma parte relativamente importante do jogo). Ela acaba se envolvendo com Dina, ex-namorada de seu amigo Jesse, que leva numa boa o novo relacionamento entre as duas.

 

Há alguns flashbacks (o jogo é cheio disto) mostrando mais sobre o relacionamento entre Ellie e Joel e mostrando que ela acabou descobrindo o que Joel fez, salvando-a. Ela não gosta da ideia e se sente culpada por tudo que acontece com o mundo, e ao mesmo tempo culpa Joel (o que dá raiva inicialmente, pois o Joel é nosso amorzinho S2).

 

 

Em uma de suas rotinas de “limpeza de zumbis”, Joel acaba sendo capturado por um grupo de inimigos. Até então não sabíamos quem era, mas depois descobrimos que são os Lobos. Este grupo pretende matar Joel, pois a filha do médico Jerry, a Abby, quer vingar a morte do pai. Infelizmente para Joel, ele é capturado por este grupo e torturado. Em seus instantes finais, Ellie o encontra e invade o local da tortura, mas não consegue salvar Joel … e pior… acaba vendo bem de perto Abby matar a sangue frio ele…. Esta com certeza é a cena que mais choca à nós fãs da franquia, não só pela violência e todo sangue, ossos a mostra, etc… mas por ver um dos personagens favoritos e muitos (inclusive eu) morrer assim tão facilmente. Ellie acaba sendo liberada pelo grupo, que decide que a vingança está completa.

 

Voltando para Jackson, Ellie e Tommy (irmão de Joel), decidem ir atrás de Abby e seu grupo para vingar a morte de Joel, e é aí que a jornada de ‘The Last of Us: Parte 2’ começa….

 

Jogabilidade, Gráficos e Gameplay

 

‘The Last of Us: Parte 2’ baseia sua jogabilidade em ‘The Last of Us’, portanto se você já jogou o anterior não terá muitas dificuldades em aprender jogar o novo. Porém, caso não lembre de tudo, a própria gameplay o “ensina” novamente aos poucos com cenas pequenas de “tutoriais”.

 

 

Há várias armas, granadas e bombas novas, além de uma besta super legal de usar. O sistema de aperfeiçoamento de armas também está muito bonito e fácil de usar. Também curti bastante o sistema de melhorias de habilidades. O jogo apresenta muito mais itens para serem encontrados no mapa, então se você é daqueles que explora bem fica fácil estar sempre bem preparado para as surpresas que estão por vir.

 

Os gráficos são belíssimos, assim como os de seu jogo anterior. Os cenários são de babar, efeitos de luz de sol, de luzes na água, reflexos, além de personagens e ambientações muito bem construídas.

 

 

Muita gente comentou que teve dificuldades com relação aos cachorros que alguns Lobos mantém consigo para ajudar encontrar os inimigos. Pra mim foi moleza, pois como eu sei que eles seguem você pelo faro, eu colocava algumas armadilhas no caminho e só via os doguíneos voarem pelos ares (eu sei, é uma cena chocante, mas de mentirinha pode haha). Também curti bastante as possibilidades de quando você pega o inimigo por trás. Você pode matar ele ou até usá-lo como refém para ganhar tempo e matar os demais inimigos. A ideia é fantástica e o desespero do “refém” mostra exatamente como seria numa vida real.

 

O jogo evolui de uma forma bem legal e é muito gostoso jogar ele, assim como o anterior. Aprender a usar novas armas, matar inimigos a distância usando silenciadores e/ou arco e flecha (inclusive com flechas explosivas) é algo muito interessante.

 

 

Também há algumas “fases” que dão medo só pelo ambiente. Um exemplo disto é quando você usa Abby e tem que passar por uma construção de um edifício antigo. O sistema de fobia da personagem é incrível e você tem a sensação bizarra de estar realmente há trocentos andares no alto. Quando ela caiu meu coração gelou e depois sorri feito um besta de ter tido medo disto. Fiquei imaginando como seria se o jogo fosse com óculos VR … mas depois pensei nos jogadores mortos do coração, então é melhor não…

 

E os zumbis?! Claro que temos os zumbis mais horripilantes do jogo anterior, tais como os malditos Estaladores, que gelam nosso coração num cenário escuro. Mas também há novos tipos, tais como os Espreitadores (que dão muita raiva pois aparecem do nada!) e o chefão Rei dos Ratos, um bichão enorme que tem vários outros zumbis colados em seu corpo.

 

 

Mas nem tudo é perfeito né?! Há sim alguns Bugs dentro do jogo. Eu mesmo vi alguns bem bizarros como quando a Abby apareceu sem arma na mão e atirando. Sim…. eu estava atirando com um rifle invisível. Além disso, alguns arbustos que não estavam na tela apareciam também do nada. Mas nada que atrapalha-se nossa jogabilidade…

 

Sons e Dublagem

 

A dublagem do jogo está perfeita, tanto nas cinemáticas quanto na gameplay, quando ouvimos personagens perto de você ou até mesmo aquelas vozes ao longe.

 

Também curtimos bastante os sons do ambiente, quando quebramos um vidro ou pisamos em metais e chamamos a atenção de zumbis. Os sons dos zumbis também estão como sempre assustadores e fica aqui minha nota 10 para a produção que se preocupou até com a respiração dos personagens conforma vai mudando o cenário. A Abby morrendo de medo de altura e respirando feito uma louca é demais!

 

Cenas inesquecíveis

 

Assim como no primeiro jogo temos algumas cenas inesquecíveis, como a girafa que Ellie conhece na metade final do game, neste ‘The Last of Us: Parte 2’ temos em um dos flashbacks Joel levando Ellie para uma visita num museu abandonado. A cena é cheia de nostalgia e quando Ellie entra numa cápsula de foguete é demais!

 

 

Mas talvez a cena mais icônica deste novo jogo é a de Ellie tocando no violão a música “Take on Me” do A-Ha. É uma bela cena, com certeza!

 

 

Roteiro

 

Aí está uma coisinha que não gostei muito….

 

A história inicial era meio óbvia, pois até nos trailers disponibilizados pela Naughty Dog eles já falavam que seria uma “história de vingança”. Ou seja, queríamos uma Ellie muito sanguinária e até tivemos isto nas horas iniciais do jogo, porém fazer a gente jogar com a Abby pra sentir (ou forçar) uma empatia por parte do público foi chato…

 

Estamos indo bem com a Ellie e evoluindo bem, aí o jogo nos força jogar com Abby em mais uma série de flashbacks. Eles primeiro embutiram na nossa cabeça uma raiva da Abby e depois querem empatia? E mesmo assim…. é difícil ter empatia por uma personagem que busca vingança por um pai assassino que ela mesmo apoiava a ideia de matar Ellie naquela ocasião. Também vemos cenas onde ela “caga” pra amiga grávida que está morando agora com seu ex-namorado (Owen) e faz sexo com ele no barco (sim, tem uma cena de sexo no jogo).

 

 

A Abby é uma personagem confusa, mas no fundo ela é má e sem noção. Não consigo ter empatia por ela…. Apesar de tudo, achei ridículo a forma que alguns ditos “gamers” trataram a personagem por seu porte físico. Porra! Que coisa mais idiota pra se criticar! Vão lavar uma louça!

 

Voltando…. o próprio jogo nos faz dar uma surra em Ellie usando a Abby. Isto pra mim foi “inaceitável”… quase parei de jogar por aí (rs).

 

Aí temos um momento de calmaria no jogo mostrando a Ellie morando com Dina e seu filho e até aí achei que seria o fim, mas graças ao Tommy que mostrou pra Ellie onde estava Abby, tivemos uma continuação….

 

 

Esta parte final é até legal e vemos um grupo novo, os Cascavéis (que nos lembram os Salvadores de The Walking Dead devido aos seus costumes sádicos). Porém, mais uma vez vemos uma cena louca com Ellie “salvando Abby” e depois lutando com ela. Ellie até perde a ponta de dois dedos depois da mordida de Abby e no fim quando podia matar essa.. fdp…. desiste e deixa ele ir!

 

 

OMG! \O/

 

Ou seja, o jogo que seria uma vingança, no final não tem vingança….

 

Ah… ela ainda volta pra sua casa com Dina, mas não a encontra por lá, ou seja… foi abandonada….

 

Mas isto tudo deixa uma brecha para uma continuação do jogo. Talvez o filho de Dina entre na jogada? Talvez Ellie e Abby se tornem amigas num futuro próximo? Quem sabe…

 

Apesar de ter ficado chateado com este final, o jogo valeu cada centavo, pois tanto a gameplay, quando a história (no geral) é muito boa!

 

Se você ainda não adquiriu este jogo, compre que vale muito a pena!

 

 

The Last of Us: Parte 2
Nota Final
10/10
10/10
  • Gráficos - 10/10
    10/10
  • Jogabilidade - 10/10
    10/10
  • História e Diversão - 10/10
    10/10
  • Áudio e Trilha Sonora - 10/10
    10/10
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CONSIDERAÇÕES FINAIS

Um jogo que mexe com suas emoções!