Blades & Battles é um game direto que aposta na nostalgia

Desenvolvido e publicado pela QUByte Interactive, Blades & Battles é um beat ’em up de ação que aposta em uma fórmula conhecida para entregar uma aventura medieval inspirada nas lendas do Rei Arthur. Com lançamento marcado para 29 de setembro de 2026, o jogo coloca Arthur e Lancelot lado a lado em uma jornada repleta de inimigos, espadas, magia e batalhas contra grandes chefes.

 

 

O jogo Blades & Battles já está disponível para PlayStation 4, PlayStation 5, Xbox One, Xbox Series X|S, Nintendo Switch e PC via Steam.

 

Graças a Assessoria de Imprensa da QUByte Interactive podemos jogar Blades & Battles na versão para PC. Esta gameplay pode ser vista ao final deste artigo.

 

Blades & Battles resgata a essência dos beat ’em ups clássicos com uma aventura medieval

 

Em uma época em que muitos jogos procuram oferecer mundos cada vez maiores e sistemas cada vez mais complexos, Blades & Battles segue justamente pelo caminho contrário. Sua proposta é simples e bastante familiar: escolher um personagem, avançar pelas fases, enfrentar grupos de inimigos e chegar ao próximo confronto.

 

 

É uma fórmula que já funcionou inúmeras vezes. A diferença está em como a QUByte Interactive tenta trazer essa experiência para os dias atuais.

Uma aventura que olha para os clássicos

 

Quem cresceu nos arcades provavelmente vai reconhecer rapidamente a proposta de Blades & Battles.

 

A estrutura lembra uma época em que jogos como Golden Axe e Knights of the Round conseguiam transformar uma ideia simples em horas de diversão. Bastava entrar na fase, derrotar alguns inimigos, avançar pela tela e esperar pelo próximo desafio.

 

 

Aqui, essa fórmula recebe uma nova roupagem. O cenário medieval combina perfeitamente com o gênero. Afinal, poucas coisas representam tão bem um beat ’em up quanto cavaleiros carregando espadas enquanto enfrentam dezenas de inimigos pelo caminho.

 

Arthur e Lancelot assumem esse papel, cada um com características próprias, enquanto a aventura utiliza a mitologia arturiana como pano de fundo para conduzir o jogador de uma batalha à outra.

 

A história não parece querer disputar espaço com o combate. E talvez essa seja uma decisão acertada. O jogo sabe que seu principal objetivo é fazer o jogador avançar e se divertir com a pancadaria.

Arthur ou Lancelot?

 

A escolha do personagem não serve apenas para mudar a aparência do protagonista. Arthur e Lancelot possuem estilos diferentes de combate, criando duas maneiras de encarar os confrontos.

 

 

Arthur representa uma abordagem mais pesada, baseada na força e no impacto dos golpes. Lancelot, por outro lado, trabalha melhor com velocidade e agilidade. Essa diferença é importante porque o combate é praticamente toda a experiência.

 

Não estamos diante de um RPG de ação com dezenas de equipamentos, árvores gigantescas de habilidades ou inúmeras possibilidades de construção de personagem. Blades & Battles é mais direto. Você escolhe seu guerreiro e aprende suas ferramentas.

 

Quanto melhor conhecer os ataques, os movimentos e o momento certo para utilizar cada habilidade, mais eficiente será durante as batalhas. É uma filosofia simples, mas que combina perfeitamente com o gênero.

 

A pancadaria é o coração da experiência

 

O grande desafio de um beat ’em up não está simplesmente em colocar muitos inimigos na tela. O segredo está em fazer com que o jogador tenha motivos para prestar atenção no que está acontecendo.

 

 

Em Blades & Battles, os combates utilizam ataques normais, combos, habilidades especiais e magia para enfrentar os adversários. Conforme os inimigos começam a cercar o personagem, movimentação e posicionamento passam a ter tanta importância quanto apertar o botão de ataque. É nesse momento que a experiência começa a mostrar sua verdadeira essência.

 

Você precisa entender quando atacar, quando recuar e quando utilizar uma habilidade mais poderosa para abrir espaço.

 

A QUByte também realizou mudanças durante o desenvolvimento após o feedback recebido com a demo. Entre elas estiveram alterações no combate, melhorias no tutorial, mudanças na primeira fase e a inclusão de um novo chefe. Esse tipo de ajuste é importante para um jogo desse gênero, já que ritmo e equilíbrio fazem uma diferença enorme.

 

Um beat ’em up pode ter ótimos gráficos, personagens interessantes e uma ambientação bonita. Se o combate não for agradável depois de alguns minutos, todo o restante perde força. Por isso, a qualidade dessa mecânica será um dos fatores mais importantes para a experiência completa.

 

Quando jogar sozinho não é suficiente

 

Existe uma característica que combina naturalmente com Blades & Battles: o cooperativo. O jogo permite que dois jogadores avancem juntos pela aventura, utilizando Arthur e Lancelot para enfrentar os inimigos. E essa possibilidade muda bastante a experiência.

 

 

Beat ’em ups sempre tiveram uma relação muito forte com o multiplayer local. Parte da diversão vinha justamente de dividir a tela com outra pessoa e descobrir até onde vocês conseguiriam chegar. Blades & Battles recupera essa ideia.

 

Um jogador pode assumir Arthur enquanto o outro escolhe Lancelot, criando uma combinação entre força e velocidade durante os confrontos.

 

No PC, o jogo também possui suporte ao Remote Play Together da Steam, ampliando as possibilidades para quem deseja compartilhar a experiência. É uma característica que talvez pareça simples, mas que combina perfeitamente com a proposta.

 

Às vezes, tudo o que precisamos para uma boa noite de jogo é um amigo, dois controles e uma fase cheia de inimigos.

Um visual que mistura passado e presente

 

Visualmente, Blades & Battles segue uma direção bastante curiosa. O jogo utiliza personagens e cenários tridimensionais, mas aplica uma estética inspirada nos gráficos pixelados dos clássicos. O resultado fica entre o moderno e o retrô.

 

 

Não se trata de simplesmente reproduzir um jogo antigo. A intenção é criar uma experiência nova utilizando elementos visuais que remetem diretamente à época dos arcades. E a ambientação medieval ajuda bastante. Castelos, florestas, guerreiros e criaturas fantásticas combinam naturalmente com a proposta, fazendo com que o visual tenha coerência com aquilo que acontece na tela.

 

Também existem opções de filtros visuais, incluindo os modos Pixelated e Super Pixelated, permitindo alterar a intensidade do aspecto retrô. É um detalhe interessante para quem gosta desse tipo de estética. Mas existe algo ainda mais importante em um jogo de ação: conseguir enxergar o que está acontecendo.

 

Em meio a vários inimigos, efeitos e golpes acontecendo simultaneamente, a leitura visual precisa permanecer clara.

 

Uma história que sabe o seu lugar

 

A história apresenta uma aventura ambientada antes da formação da Távola Redonda e coloca Arthur e Lancelot diante de uma ameaça envolvendo o reino.

 

A narrativa utiliza elementos conhecidos da mitologia arturiana para criar o contexto da aventura. Mas não espere encontrar aqui uma experiência centrada em longas conversas ou grandes reviravoltas narrativas.

 

 

A história está a serviço da ação. E isso não é necessariamente um problema. Um jogo como Blades & Battles não precisa transformar sua narrativa no principal motivo para continuar jogando. O que importa é criar um contexto interessante para que cada fase tenha seu significado dentro da jornada.

 

Nesse sentido, a temática escolhida funciona muito bem. A lenda do Rei Arthur já possui todos os elementos necessários para uma aventura desse tipo. Espadas, cavaleiros, magia e criaturas fantásticas. Não é preciso inventar muito mais.

 

Uma experiência acessível no PC

 

A versão para PC chega ao Steam com requisitos que não parecem exagerados para o tipo de experiência oferecida.

 

Entre os requisitos mínimos estão Windows 10 de 64 bits, 8 GB de RAM e placas de vídeo como a GeForce GTX 1060 ou Radeon RX 570. A configuração recomendada aumenta para 16 GB de RAM e placas como GTX 1660 ou RX 590. O jogo também ocupa aproximadamente 5 GB de armazenamento na configuração recomendada divulgada pela Steam.

 

 

Outro ponto interessante para o público brasileiro é a presença do português do Brasil na interface. Não é algo que muda a qualidade do combate, mas torna a experiência mais acessível para quem prefere jogar em nosso idioma.

 

O suporte ao SteamOS/Linux também amplia as possibilidades para jogadores dentro do ecossistema de PC.

 

Naturalmente, requisitos de sistema não contam toda a história. O que realmente importa é como o jogo se comportará em diferentes configurações, principalmente em relação à estabilidade e à otimização.

 

O problema de viver apenas de nostalgia

 

Se existe algo que Blades & Battles precisa provar, é que consegue ser mais do que uma homenagem aos jogos antigos.

 

A nostalgia é uma ótima porta de entrada. Ela chama atenção, desperta lembranças e faz com que o jogador reconheça imediatamente aquilo que está diante dele. Mas depois dos primeiros minutos, a nostalgia deixa de ser suficiente. É aí que entram a variedade dos inimigos, o desenho das fases, os chefes, o ritmo da aventura e a evolução do combate.

 

 

Esses elementos precisam trabalhar juntos para evitar que a experiência fique repetitiva. A proposta de Blades & Battles é bastante clara e isso é positivo. O jogo não parece querer colocar sistemas desnecessários apenas para aumentar sua duração.

 

Mas simplicidade e repetição são coisas diferentes. A primeira pode ser uma qualidade. A segunda pode se tornar um problema. Por isso, será fundamental para mostrar até onde a fórmula consegue chegar.

 

Pontos positivos

 

  • Combate inspirado nos clássicos beat ’em ups;
  • Arthur e Lancelot possuem estilos diferentes;
  • Ambientação medieval combina muito bem com a proposta;
  • Visual que mistura 3D e estética pixelada;
  • Combos, magia e ataques especiais;
  • Cooperativo local para dois jogadores;
  • Suporte ao Remote Play Together;
  • Português do Brasil na interface;
  • Filtros visuais retrô;
  • Proposta simples e fácil de compreender.

 

 

Pontos negativos

 

  • A quantidade de personagens jogáveis é limitada;
  • A estrutura tradicional pode parecer simples para alguns jogadores;
  • A variedade do combate será fundamental para evitar repetição;
  • A narrativa funciona mais como complemento da ação.

 

Vale a pena?!

 

Blades & Battles não tenta esconder aquilo que pretende ser. É um beat ’em up, e talvez seja justamente essa clareza que torne sua proposta interessante.

 

A QUByte Interactive pega uma fórmula conhecida, coloca Arthur e Lancelot no centro da aventura e constrói uma experiência que busca recuperar uma sensação que marcou os arcades: aquela vontade de simplesmente avançar pela fase e descobrir qual será o próximo inimigo.

 

 

O visual pixelado ajuda a reforçar essa identidade, enquanto os elementos tridimensionais dão ao projeto uma apresentação mais atual. O cooperativo também é uma escolha que combina perfeitamente com a proposta. Mas, como acontece com qualquer jogo desse gênero, a verdadeira prova estará no ritmo.

 

Não basta fazer uma primeira fase divertida. É preciso manter o jogador interessado quando a novidade desaparece.

 

A variedade dos inimigos, a criatividade dos chefes, a evolução da dificuldade e a capacidade do combate de continuar agradável serão fundamentais para determinar a força da aventura completa.

 

Ainda assim, Blades & Battles demonstra ter uma direção bastante definida. Ele não precisa competir com RPGs gigantescos ou experiências de ação que oferecem centenas de horas de conteúdo.

 

Sua proposta é outra. É pegar uma espada, entrar em uma fase, enfrentar uma horda de inimigos e seguir em frente. E, algumas vezes, é exatamente disso que um bom jogo precisa.

 

Blades & Battles olha para uma época em que os jogos eram mais diretos, recupera uma fórmula que continua funcionando e tenta transformar essa nostalgia em uma nova aventura medieval. Agora resta saber se, depois de guardar a nostalgia na gaveta, o combate será forte o bastante para nos fazer continuar empunhando a espada até o último chefe.

 

Quer saber mais sobre o jogo, assista a gameplay feita pelo Mr. Shina!

 

 

 

Blades & Battles - PC
Nota Final
9.5/10
9.5/10
  • Gráficos - 10/10
    10/10
  • Jogabilidade - 9/10
    9/10
  • História e Diversão - 9/10
    9/10
  • Áudio e Trilha Sonora - 10/10
    10/10
Sending
VOTAÇÃO POPULAR ➡️
0 (0 votes)

CONSIDERAÇÕES FINAIS

Blades & Battles olha para uma época em que os jogos eram mais diretos, recupera uma fórmula que continua funcionando e tenta transformar essa nostalgia em uma nova aventura medieval. Agora resta saber se, depois de guardar a nostalgia na gaveta, o combate será forte o bastante para nos fazer continuar empunhando a espada até o último chefe.

Compartilhe nas Redes Sociais:

Picture of Shina Games

Shina Games

Sou Anderson Schneider mais conhecido como Shina. Sou amantes de jogos de plataformas 2D e 3D e entusiasta em games de terror e lutas. Apesar de não ser um fã de guerras de consoles sou focado em games de Nintendo Switch e PC.