Fatekeeper chegou discretamente ao Acesso Antecipado na Steam, desenvolvido pela Paraglacial, uma equipe pequena de apenas 13 desenvolvedores, e publicado pela THQ Nordic. O título se posiciona como um RPG de ação em primeira pessoa com fortes influencia de jogos da Bethesda como The Elder Scrolls, porém com um combate visceral e violento.
Gostaríamos de agradecer a equipe de Assessoria de Imprensa da THQ Nordic por disponibilizar uma cópia do game na Steam para realização desta análise.
História
Por estar em um estágio inicial de Acesso Antecipado, a narrativa de Fatekeeper ainda é meio misteriosa, servindo mais como uma fundação para o que está por vir. O universo do jogo é um mundo de dark fantasy com ruínas antigas e campos de batalha esquecidos cheio de monstros e segredos perigosos.
O jogo começa com o objetivo inicial de encontrar o caminho até um local seguro conhecido como Haven, porém para avançar e sobreviver aos perigos desse continente, nosso protagonista precisa passar por um portal antigo e se submeter a um treinamento místico que é uma experiência física dolorosa e dilacerante.
Destaque aqui vai para o nosso companion um tanto quanto, inesperado, um rato falante enorme. Esse roedor fica em nossa mochila ou ombro e atua como seu guia. Interagindo com o protagonista com um tom enigmático, meio rabugento, e uma voz rouca engraçada, ele ajuda a contextualizar o que aconteceu com o mundo, dá pistas sobre os mistérios locais.
Gráficos
Visualmente, Fatekeeper utiliza o poder da Unreal Engine 5 para entregar gráficos absurdos, com uma estética opressiva porém muito detalhada, mas que ainda precisa de melhorias de desempenho na build atual.
Toda a estética é puramente medieval sombrio, ambientação de cavernas profundas, santuários em ruínas com uma forte sensação de peso físico na arquitetura e nos designs de armaduras.
Destaque para as texturas do game, superfícies de pedras, tijolos, ranhuras do metal das armas e detalhes das armaduras são incrivelmente nítidos em um nível difícil de ver nos dia de hoje.
Jogabilidade
A gameplay de Fatekeeper é basicamente combate contra inimigos comuns utilizando o cenário, e lutas de chefes intensas e bem punitivas no estilo soulslike.
O combate combina o corpo a corpo físico e feitiçaria de forma bem fluida. Podemos equipar espadas ou machados e alternar entre magias de fogo, gelo, telecinese entre outras, mas o grande trunfo aqui e parte da diversão do combate está no sistema de física pesada e a interatividade com o ambiente.
Se um inimigo avançar em nossa direção, podemos lançar uma magia de gelo para deixa-lo mais devagar, e em seguida chutar ele em qualquer direção, se o inimigos estiver na beira de alguma montanha, ele vai cair do penhasco. Inclusive o botão de chute é uma ferramenta muito importante em Fatekeeper, serve como uma ferramenta de “controle de grupo” permitindo arremessar inimigos contra espinhos que estão espalhados pelos cenários, ou até mesmo poços fundos.
O jogo oferece uma árvore de habilidades enorme que divide seu crescimento entre atributos físicos e magias. Na build atual de Acesso Antecipado, a árvore de habilidades não está completamente liberada, mas já dá para sentir o impacto real dos builds.
Na parte de equipamentos, ele segue bem similar a outros RPGs, armas e armaduras alteram números e atributos, cada um com um vantagem específica para seu combate, mas eles também mudam o comportamento dos seus ataques e a velocidade de regeneração de recursos.
Pontos a serem melhorados
Agora temos que falar do elefante na sala, que infelizmente no momento, Fatekeeper tem alguns defeitos que podem prejudicar um pouco toda a experiência do game.
Primeiro, no momento em que estamos escrevendo esta análise, o jogo não conta com suporte para controles, apenas mouse e teclado que é um grande erro, grande parte do publico que joga RPGs em geral está bastante acostumado com controles, mesmo sendo em primeira pessoa, ele não é um FPS onde temos que apertar poucos botões, justamente por se tratar de um RPG, mesmo com a disposição das ações no teclado serem todas bem perto, tudo fica muito desconfortável para quem não está habituado a jogar esses tipo de jogo no teclado. Existe a alternativa dentro da própria Steam para mapear os botões do teclado, eu fiz isso e melhorou bastante toda a jogabilidade em geral, mas por se tratar de um suporte que não é nativo do game, existem bugs que podem acontecer e o controle simplesmente para de responder no meio da ação, inclusive dentro da própria comunidade na Steam, existe tópico sobre isso com vários jogadores também pedindo suporte nativo para controles.
Não espere um hack and slash de esmagar botões, Fatekeeper é sim jogo difícil e exige estratégia e cada combate, inimigos são espertos e violentos, qualquer golpe mais forte consome bastante nossa barra de vida e quando temos um grupo de inimigos a chance de morte é bem alta.
Além de termos uma barra de stamina que é consumida quando golpeamos ou usamos o dash para esquivar. Porém além da dificuldade, Fatekeeper ainda precisa de refinamento em todas essas mecânicas, o combate ainda é um pouco travado e algumas ações demoram muito para serem feitas, como a animação de cura que leva um tempo considerável para ser finalizada, fazendo com que em muita situações, a ação de cura acaba resultando em mortes totalmente sem sentido.
Lutas contra chefes também estão com problemas, alguns ataques são difícil de prever, e outros mesmo estando longe de nosso personagem, acertam e tira uma quantidade considerável de dano de forma injusta, fazendo com que a gameplay que era divertida de diversificada, se torne uma experiência frustrante em várias situações.
Bugs e Performance
Como já esperado, por ser um game em acesso antecipado e utilizar a Unreal Engine 5 como motor gráfico, Fatekeeper sofre com várias quedas de FPS e outras inconsistências de performance.
Rodamos o jogo em uma RTX 3080 com um Ryzen 7 5700x e 32GB de RAM, com todas as opções gráficas no máximo,mas enfrentamos boas quedas de frames mesmo com o DLSS ligado. Porém tudo isso já era esperado por ser uma build inicial, até a versão final do game acredito que a Paraglacial vai ter refinado muito bem em termos de performance.
Considerações Finais
Fatekeeper entrega exatamente o que se propõe a fazer em um Acesso Antecipado honesto. Paraglacial e a THQ Nordic deixaram claro que o foco atual é validar as mecânicas de física e combate com a comunidade antes de expandir o mundo.
Com uma jogabilidade divertida e brutal, mas que ainda precisa de refinamento e a adição de suporte a controles, Fatekeeper pode alcançar uma ótima base de jogadores, mesmo nessa build inicial o game demonstra uma base extraordinariamente sólida e promissora para os próximos meses de desenvolvimento.
Quer saber mais sobre o jogo, assista a gameplay feita pelo canal ANDScreamer Plays!
Fatekeeper - PC
Nota Final
-
Gráficos - 9/10
9/10
-
Jogabilidade - 6/10
6/10
-
História e Diversão - 7/10
7/10
-
Áudio e Trilha Sonora - 7/10
7/10
VOTAÇÃO POPULAR ➡️
0 (0 votes)CONSIDERAÇÕES FINAIS
Com uma jogabilidade divertida e brutal, mas que ainda precisa de refinamento e a adição de suporte a controles, Fatekeeper pode alcançar uma ótima base de jogadores, mesmo nessa build inicial o game demonstra uma base extraordinariamente sólida e promissora para os próximos meses de desenvolvimento.































