Tem jogo que você joga pela mecânica… e tem aquele que você joga pela conexão que ele cria entre você e outra pessoa. We Were Here Tomorrow entra muito nessa segunda categoria. Testar esse jogo na gamescom latam 2026 foi uma experiência diferente do comum, porque não era só jogar e sim sobre como isso iria funcionar em dupla.
O jogo We Were Here Tomorrow está confirmado para ser lançado ainda em 2026 para PC (Steam), PlayStation 5 e Xbox Series X|S.
Gostaríamos de agradecer a Assessoria de Imprensa da Total Mayhem Games pelo apoio na gamescom e neste texto de preview.
Familiar, mas com um novo clima
Logo de cara, dá pra sentir que ele segue a essência da franquia We Were Here. Se você já jogou algum título da série, vai reconhecer imediatamente a proposta: puzzles cooperativos, comunicação constante e aquela sensação de “cada um tá vendo uma coisa diferente”.
Mas aqui entra um detalhe interessante: a ambientação. Dessa vez, o jogo puxa pra uma pegada mais sci-fi, com essa vibe de instalação misteriosa, tecnologia estranha e aquele clima meio tenso de “o que tá acontecendo aqui?”. E funciona muito bem.
Simples de entender… mas depende de quem tá com você
A base do jogo é direta: Você e outra pessoa precisam resolver puzzles juntos. Só que separados. E aí entra o verdadeiro desafio: a comunicação.
Durante o hands on de cerca de 30 minutos que joguei, eu fiz dupla com um outro jornalista amigo meu que nunca tinha jogado algum jogo da franquia antes. E mesmo assim, a gente conseguiu se virar bem. Isso diz muito sobre o jogo.
Mesmo ele sendo baseado em puzzles assimétricos, onde cada um vê uma parte da solução, tudo flui de forma natural… desde que vocês conversem direito.
Se a comunicação falha, o jogo trava. Se funciona, tudo se encaixa muito rápido.
Puzzle cooperativo de verdade
Uma coisa que We Were Here Tomorrow acerta muito é não fingir que é cooperativo. Ele é cooperativo.
Não existe “carregar o outro jogador”. Não existe resolver sozinho enquanto o outro só acompanha. Vocês realmente precisam um do outro e isso ficou ainda mais claro durante o teste por causa das funções diferentes de cada jogador.
Mesmo quando a gente estava no mesmo ambiente, não era como se estivéssemos fazendo a mesma coisa, cada um tinha um papel específico.
No meu caso, eu tinha uma espécie de ferramenta que “puxava” ou agarrava objetos do cenário. Já o meu parceiro tinha outra habilidade, que permite criar estruturas, tipo colocar caixas no ambiente pra ajudar na progressão.
Um dependia diretamente do outro o tempo inteiro e isso deixa a gameplay muito mais interessante, porque não dá pra simplesmente sair testando tudo sozinho, você precisa entender o que o outro pode fazer também.
Visual e ambientação
Visualmente, o jogo é bem bonito.
Essa temática mais espacial/tecnológica traz um charme diferente pra franquia, deixando tudo mais imersivo. Os cenários têm aquele ar misterioso que combina muito com a proposta. Nada exagerado ou hiper realista, mas bem construído e funcional, que é exatamente o que esse tipo de jogo precisa.
E a dificuldade?
Aqui entra um ponto importante: o tempo de teste foi curto.
Com apenas meia hora de gameplay, não dá pra cravar o nível de dificuldade geral do jogo, mas o que jogamos foi bem tranquilo. Mesmo com meu parceiro nunca tendo jogado nenhum We Were Here antes, conseguimos resolver tudo sem grandes travas.
Ou seja: pelo menos no começo, ele parece ser bem amigável.
Experiência em evento faz diferença
Testar o jogo dentro da gamescom latam 2026 também contribuiu muito pra experiência. Aquele ambiente de evento, o tempo limitado, jogar com alguém novo… tudo isso deixou a dinâmica ainda mais interessante.
E, sinceramente? Funcionou.
Ele encaixou perfeitamente nesse formato de hands on: rápido de entender, direto ao ponto e já mostra sua proposta sem enrolação.
Veredito final
We Were Here Tomorrow entrega exatamente o que promete: uma experiência cooperativa onde confiança e comunicação são tudo.
Mesmo com um tempo curto de teste, já deu pra sentir que ele mantém a essência da franquia, mas com uma ambientação nova que traz um frescor interessante. Se você tiver a pessoa certa do seu lado (ou do outro lado do walkie-talkie), a experiência tem tudo pra ser bem divertida.






























