Saros mantém o desafio alto, mas é mais acolhedor do que Returnal

Saros é um jogo exclusivo de PlayStation 5 de ação e tiro em terceira pessoa com elementos roguelite e horror cósmico desenvolvido pela Housemarque, criadores de Returnal. Como sucessor espiritual de Returnal, Saros aposta em uma abordagem mais centrada na narrativa e na progressão permanente, prometendo deixar o game menos punitivo, visando ampliar a fórmula do estúdio para um público maior sem perder a alma arcade frenética. O jogo chegou exclusivamente para PlayStation 5 no dia 30 de abril de 2026.

 

 

Gostaríamos de agradecer a equipe de Assessoria de Imprensa da PlayStation Brasil por disponibilizar uma cópia do game para realização desta análise.

 

 

História

 

A história se passa em Carcosa, um planeta rico em um minério raro chamado de Lucenita destinado a ser uma colônia da megacorporação Soltari. Porém, o contato com as expedições anteriores foi perdido de forma misteriosa.

 

 

Carcosa é um lugar surreal, onde as paisagens são constantemente remodeladas por um fenômeno sobrenatural conhecido como O Eclipse, onde a realidade se distorce, máquinas antigas despertam e a fauna local torna-se extremamente agressiva.

 

Jogamos com Arjun Devraj um soldado da Soltari enviado com a equipe Echelon IV para descobrir o que aconteceu com os colonos. Enquanto a corporação busca apenas proteger seus interesses e recursos, Arjun tem um motivo pessoal, ele está buscando pistas sobre Nitya, uma mulher importante de seu passado que desapareceu na primeira onda de colonização.

 

Gráficos

 

Saros está lindíssimo e mostra como já chegamos em uma época de grande maturidade para o PlayStation 5 em termos gráficos, mesmo no PS5 base, onde fazemos nossas gameplays, o jogo está absurdamente lindo.

 

 

 

Carcosa está com paisagens absurdas que realmente enchem os olhos, montanhas abismos e estruturas gigantescas fazem parte do planeta, isso se intensifica ainda mais quando estamos sob o Eclipse do planeta, tudo toma um tom avermelhado e vinhas tomam conta dos cenários, e é claro, o céu com o Eclipse é simplesmente absurdo de se olhar, tudo isso aliado a texturas de alta qualidade, terrenos, pedras, folhagens e instalações internas apresentam um nível altíssimo de detalhes em vários ambientes diferentes.

 

 

Personagens e roupas também foram muito bem modelados, trazendo ótimas expressões faciais e roupas super detalhadas também.

 

 

No geral, Saros dá um show graficamente e mostra que com o devido tempo e carinho, é sim possível fazer um game lindo e que roda muito bem.

 

 

Jogabilidade

 

 

Saros nada mais é que um game roguelike ação intensa em terceira pessoa, onde a agilidade e o domínio tático são os pilares da sobrevivência, exigindo movimentação constante, saltos e esquivas, deixando bem claro que o jogo tem uma gameplay extremamente rápida que precisa de atenção constante em vários inimigos ao mesmo tempo, parecendo muito com games como Doom Eternal e Dark Ages, Painkiller e outros jogos de tiro onde temos várias ondas de inimigos, a diferença aqui são os elementos de roguelite.

 

 

Em meio as batalhas, temos que prestar atenção nas energias coloridas que são atiradas contra Arjun, elas ditam o ritmo dos combates, sendo que projéteis azuis, podem ser absorvidos para recarregar seu escudo, já projéteis vermelhos exigem reflexos rápidos para serem desviados, mas podem ser aparados, com uma melhoria especifica do game, e por fim, projéteis amarelos que são uma faca de dois gumes que causa corrupção, reduzindo sua vida máxima em troca de fortalecer o poder de certas armas.

 

Diferente de outros títulos do gênero roguelike, como o game anterior da Housemarque, Returnal, onde a perda ao morrer é quase total, Saros adota uma estrutura mais generosa e estratégica. A morte aqui não é uma punição, mas um elemento central da narrativa e da evolução do personagem sob o lema “cada fim é um recomeço”.

 

O jogo introduz habilidades que são permanentes em uma Árvore de Habilidades gigante, permitindo que Arjun melhore seu traje e desbloqueie modificadores de armas e bonus que tornam as próximas tentativas mais fáceis, e também podemos “farmar” recursos voltando em mapas anteriores quando estamos mais fortes.

 

Exploração também é muito recompensada, apesar da morte reiniciar a missão direto de nossa base, o mapa se altera proceduralmente, garantindo que cada tentativa seja pelo menos um pouco diferente da anterior, vale lembrar que, mesmo o mapa se alterando, ele não é totalmente diferente, é possível notar alguns padrões que se repetem em cada tentativa.

 

Além da vantagem de farmar recursos retornando a mapas anteriores, com novos equipamentos conseguimos alcançar pontos específicos para desbloquear novos fragmentos da história ou coletar vantagens que podem melhorar ainda mais nossa tentativa.

 

 

Junto de tudo isso, temos o Dualsense, a Housemarque também caprichou muito nos recursos do controle para aumentar ainda mais a imersão no mundo de Saros, como por exemplos os gatilhos adaptáveis. Em Saros pressionar o gatilho até a metade ativa o tiro secundário, enquanto o clique completo libera a habilidade especial da arma, além do feedback háptico que está sensacional, quando falamos com o principal, podemos sentir as vibrações vocais direto no controle.

 

No geral Saros tem uma dificuldade crescente que exige domínio estratégico, mas consegue equilibrar perfeitamente a adrenalina do combate com a satisfação de uma progressão contínua e um universo em constante mutação.

 

Bugs e Performance

 

Além de ter gráficos muito bons, Saros também está com uma ótima performance.

 

 

 

Em nossas gameplays jogamos no PS5 base e o game simplesmente está rodando a 60 fps travados, e o mais importante sem quedas mesmo e momentos onde temos muitos inimigos na tela com várias coisas acontecendo ao mesmo tempo. Isso mostra como a Housemarque conseguiu extrair muito bem toda performance do PS5 para seu novo game, e como já comentamos no tópico dos gráficos, mostra que já estamos com uma grande maturidade dos desenvolvedores com o hardware do console.

 

Considerações Finais

 

Saros é uma evolução necessária para o gênero. Ele mantém o desafio alto, mas é muito mais acolhedor para novos jogadores devido ao seu sistema de progressão robusto e opções de acessibilidade.

 

 

É um game obrigatório para quem gosta de ficção científica pesada e toques de horror cósmico, combate de alta velocidade com uma atmosfera de tirar o fôlego.

 

Quer saber mais sobre o jogo, assista a gameplay feita pelo canal ANDScreamer Plays!

 

 

 

Saros - PlayStation 5
Nota Final
9.5/10
9.5/10
  • Gráficos - 9/10
    9/10
  • Jogabilidade - 10/10
    10/10
  • História e Diversão - 9/10
    9/10
  • Áudio e Trilha Sonora - 10/10
    10/10
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CONSIDERAÇÕES FINAIS

Saros é um game obrigatório para quem gosta de ficção científica pesada e toques de horror cósmico, combate de alta velocidade com uma atmosfera de tirar o fôlego.

 

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Anderson Gomes

Streamer e criador de conteúdo no Youtube, jogando nas plataformas Xbox, PlayStation e PC. Um apaixonado por cultura pop e geek!