A Pulsatrix Studios, desenvolvedora brasileira responsável por sucessos como Fobia – St. Dinfna Hotel e A.I.L.A. acaba de lançar seu mais novo game de terror, OtherSide Tapes: Favela. A proposta aqui é entregar jogos de escopo menor, com duração em torno de duas horas, focados em experiências mais imersivas, experimentais e de terror psicológico intenso.
Otherside Tapes: Favela, é o primeiro episódio da franquia Otherside Tapes, uma nova série antológica de terror do estúdio, trazendo um jogo em primeira pessoa no melhor e mais assustador estilo found footage, levando o jogador a uma experiência imersiva como se estivesse assistindo a uma fita antiga perdida. O jogo está disponível para PC via Steam e Epic Games Store.
Gostaríamos de agradecer à equipe de Assessoria de Imprensa da Pulsatrix Studios por disponibilizar uma cópia do game para realização desta análise.
História
OtherSide Tapes: Favela se passa no ano de 2006 e jogamos com Cláudio da Silva, um criador de conteúdo que é motivado por lendas e relatos perturbadores, decide investigar a Favela das Almas que fica próxima à sua casa, em busca da Rua 7.
Há anos, a região é palco de desaparecimentos misteriosos e eventos sem explicação após um grande incêndio que destruiu a Favela.
Com apenas sua câmera de vídeo VHS, Cláudio entra nos becos estreitos para registrar tudo e gerar material para o seu canal.
Mas o que começa como uma simples exploração urbana rapidamente se transforma em uma jornada assustadora, com realidades que se distorcem, rituais, e muitas aparições do além, revelando que os segredos da Favela das Almas e da Rua 7 são muito mais sombrios.
Gráficos
A Pulsatrix fez um trabalho absurdo para recriar o cenário de favelas brasileiras com extremo realismo.
O fotorrealismo é evidente, em todos os cenários e detalhes como por exemplo, emaranhado de fios nos postes, além de objetos cotidianos da década de 2000 daqui do Brasil que estão espalhados pelo ambiente, gerando uma certa nostalgia de quem assim como eu, era adolescente nessa época tão icônica, inclusive temos uma clássica lan-house com vários computadores brancos.
OtherSide Tapes: Favela abraça totalmente a estética analógica e imperfeita do VHS. A tela apresenta chiados, distorções de imagem e as clássicas falhas de fita, efeitos que aumentam ainda mais a tensão e atmosfera de terror do game.
Agora temos um ponto interessante, NPCs e inimigos não seguem a mesma linha de “realismo” do cenário, eles são propositalmente caricatos e distorcidos, o que trás aquela sensação de frio na espinha e vale da estranheza ao olharmos para essas “criaturas”
Jogabilidade
OtherSide Tapes: Favela é um survival horror em primeira pessoa que combina a mecânica baseada em câmera de sucessos como Outlast com exploração e quebra-cabeças, tudo acontece através do visor da filmadora de Cláudio, e é o que deixa o game extremamente assustador.
O gerenciamento da câmera é a principal mecânica do jogo, onde temos que coletar baterias para a filmadora, assim como em outros jogos do gênero, a falta de bateria significa ficar no escuro total, além disso essas baterias não duram muito, então é preciso usar de forma inteligente para evitar ficar no escuro total, algo que aconteceu muitas e muitas vezes durante toda a gameplay.
O mapa do jogo não é grande, mas o level design dos becos e vielas funciona quase como um labirinto fechado, onde é extremamente fácil se perder, assim como em uma favela de verdade.
Marca já registrada da Pulsatrix Studios e de um bom jogo de survival horror, aqui também temos bastante backtracking para resolver quebra-cabeças e abrir atalhos pela Favela das Almas.
Os quebra-cabeças exigem bastante atenção e alguns deles confesso que demorei um pouco para entender lógica por trás, porém o jogo oferece a opção fácil de puzzles para jogadores que não estão muito acostumados.
Embora o combate direto não seja o foco de OtherSide Tapes: Favela, há uma mecânica de defesa implementada, onde usamos o flash da câmera de Cláudio para paralisar os inimigos, além da necessidade clássica de se esconder e fugir.
Muito da tensão do game se baseia em correr das pessoas/criaturas que nos perseguem quando estamos em camadas mais profundas da Favela.
A Pulsatrix usou um método de perseguição onde precisamos ficar sempre olhando para nossos inimigos para evitar o perigo, se ficarmos de costas eles começam a correr, algo parecido com a famosa parte do manequins da DLC de Resident Evil Village, Shadows of Rose. Essa mecânica é extremamente desconfortável gera um desespero muito grande ao ouvirmos os passos de pessoas atrás de nós, trabalho incrível.
E por fim, com uma campanha que dura em média duas horas, o game mantém um ritmo frenético e assustador do início ao fim, sem se prolongar desnecessariamente com tarefas repetitivas.
Bugs e Performance
Rodamos OtherSide Tapes: Favela em uma RTX 3080 com um Ryzen 7 5700X e 32GB de RAM e foi mais do que o suficiente para termos uma ótima experiência de gameplay, sem nenhuma queda de frame do começo ao fim, lembrando que o jogo exige no mínimo uma GTX 1650 fazendo com que até players com hardware mais modesto consigam jogar.
Vale a pena?!
OtherSide Tapes: Favela é mais um excelente acerto da Pulsatrix Studios ao adotar um formato mais curto e direto, o estúdio conseguiu condensar sua já conhecida habilidade de gerar tensão em uma experiência curta, mas extremamente assustadora.
Com ambientação de uma favela brasileira em 2006, level design muito inteligente, quebra-cabeças desafiadores e uma mecânica de perseguição que dá um frio na espinha, OtherSide Tapes: Favela é uma experiência obrigatória para fãs de terror found footage e survival horrors no geral, provando que narrativas urbanas brasileiras possuem um potencial absurdo para o gênero.
Quer saber mais sobre o jogo, assista a gameplay feita pelo canal ANDScreamer Plays!
OtherSide Tapes: Favela - PC
Nota Final
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Gráficos - 8/10
8/10
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Jogabilidade - 8/10
8/10
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História e Diversão - 9/10
9/10
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Áudio e Trilha Sonora - 8/10
8/10
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OtherSide Tapes: Favela é uma experiência obrigatória para fãs de terror found footage e survival horrors no geral, provando que narrativas urbanas brasileiras possuem um potencial absurdo para o gênero.































