Last Man Sitting é divertido, mas pode ser descartável

Desenvolvido pela DoubleMoose Games e publicado pela Raw Fury, Last Man Sitting é um jogo no estilo roguelike de tiro e ação em terceira pessoa frenético baseado em jogos dos anos 2000 com estilo aprimorando do jogos mais modernos. O jogo foi lançado no dia 31 de março para PC via Steam.

 

 

Graças a Assessoria de Imprensa da Annapurna Interactive podemos jogar People of Note na versão para PC. Esta gameplay pode ser vista ao final deste artigo.

 

Last Man Sitting, o caos corporativo que funciona… até não funcionar

 

Premissa: quando o escritório vira campo de guerra…

 

 

Imagine um típico escritório dos anos 2000… agora transforme tudo em inimigos mortais. Essa é a essência de Last Man Sitting: um shooter roguelite onde você controla funcionários presos em cadeiras de escritório enfrentando hordas de robôs, móveis e objetos possuídos.

 

A proposta é absurdamente simples e justamente por isso chama atenção. Não há uma narrativa profunda aqui, apenas um pretexto funcional para justificar o caos: humanos contra máquinas dentro de uma corporação dominada.

 

Jogabilidade: simples, frenética e viciante (por um tempo)

 

O loop de gameplay é direto ao ponto:

 

  • Sobreviver a ondas de inimigos;
  • Evoluir habilidades e builds;
  • Gerenciar posicionamento em arenas pequenas.

 

 

Tudo acontece em ritmo acelerado, quase arcade, com foco total em movimentação e controle de multidões.

 

O combate funciona muito bem no curto prazo. Há uma sensação constante de urgência, e o jogo recompensa decisões rápidas com builds interessantes e sinergias eficientes. Porém, o problema aparece com o tempo: a repetição começa a pesar.

 

A falta de variedade, especialmente em armas e mapas, faz com que a experiência perca fôlego mais rápido do que deveria.

 

Identidade: o absurdo como protagonista

 

Se tem algo que Last Man Sitting acerta em cheio é sua identidade.

 

  • Funcionários deslizando em cadeiras;
  • Lixeiras assassinas;
  • Impressoras possuídas;
  • Combate completamente exagerado.

 

 

O jogo abraça o ridículo sem vergonha e isso funciona. Esse tom cômico ajuda a mascarar parte da repetição. Mesmo fazendo as mesmas ações, o contexto visual e o caos constante mantêm o jogador engajado por mais tempo do que o esperado.

 

Modos e conteúdo: variedade superficial

 

O jogo oferece diferentes modos:

 

  • Sobrevivência (PvE);
  • Multiplayer PvP;
  • Modos clássicos como Deathmatch.

 

 

Além disso, há coop local e promessas de conteúdo adicional como editor de fases e novos modos.

 

Na prática, porém, essa variedade não se traduz em profundidade. Muitos modos parecem variações do mesmo loop básico, sem mudanças estruturais significativas.

 

Som e apresentação: energia que segura o ritmo

 

A trilha sonora é um dos pontos fortes:

 

  • Rock energético;
  • Ritmo acelerado.

 

 

Combina perfeitamente com a ação. Ela ajuda a manter o fluxo do jogo e reforça a sensação de caos controlado.

 

Visualmente, o jogo é funcional. Nada impressiona tecnicamente, mas tudo é legível, o que é essencial em meio à confusão na tela.

 

O peso dos problemas

 

Apesar do conceito criativo, alguns pontos limitam bastante a experiência:

 

  • Pouca variedade de armas;
  • Mapas pequenos e pouco inspirados;
  • Progressão que não sustenta o longo prazo;
  • Dependência de multiplayer ativo para maior longevidade.

 

 

Além disso, alguns relatos apontam problemas técnicos e de progressão, o que pode prejudicar ainda mais o engajamento.

 

Pontos positivos

 

  • Combate rápido e satisfatório;
  • Legendas e menu em português ajuda no entendimento do jogo;
  • Ideia criativa e visualmente marcante;
  • Builds e habilidades interessantes;
  • Humor absurdo que funciona;
  • Trilha sonora energética.

 

 

Pontos negativos

 

  • Repetitivo no médio longo prazo;
  • Pouca variedade de armas e mapas;
  • Level design simplista;
  • Falta de profundidade nos modos;
  • Problemas técnicos e dependência de player base.

 

Conclusão

 

Diversão imediata, mas descartável. Last Man Sitting é aquele tipo de jogo que você abre sem expectativa… e acaba se divertindo mais do que imaginava. Mas também é aquele tipo de jogo que, algumas horas depois, você simplesmente deixa de lado. A ideia é excelente, a execução inicial funciona, mas falta conteúdo e profundidade para sustentar o interesse. No fim, ele cumpre bem seu papel como passatempo caótico, só não espere que ele dure muito tempo na sua biblioteca ativa.

 

Quer saber mais sobre o jogo, assista a gameplay feita pelo Mr. Shina!

 

 

Last Man Sitting - PC
Nota Final
7.8/10
7.8/10
  • Gráficos - 7/10
    7/10
  • Jogabilidade - 8/10
    8/10
  • História e Diversão - 7/10
    7/10
  • Áudio e Trilha Sonora - 9/10
    9/10
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CONSIDERAÇÕES FINAIS

Diversão imediata, mas descartável.

 

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Picture of Shina Games

Shina Games

Sou Anderson Schneider mais conhecido como Shina. Sou amantes de jogos de plataformas 2D e 3D e entusiasta em games de terror e lutas. Apesar de não ser um fã de guerras de consoles sou focado em games de Nintendo Switch e PC.