Fatal Frame II: Crimson Butterfly Remake moderniza o clássico com maestria

Fatal Frame II: Crimson Butterfly é considerado um dos jogos mais assustadores da história, mas estava preso em hardwares mais antigos. Graças a grande volta dos jogos de terror com remakes, a franquia Fatal Frame está de volta com Fatal Frame II: Crimson Butterfly Remake, disponível agora em versões para PlayStation 5, Nintendo Switch 2, Xbox Series X|S e Windows PC via Steam. Uma reimaginação completa feita na Katana Engine. Um detalhe triste, mas importante é que o game não conta com legendas em PT-BR até o momento.

 

 

Gostaríamos de agradecer a equipe de Assessoria de Imprensa da Koei Tecmo por disponibilizar uma cópia do game na versão de Xbox Series X para realização desta análise.

 

História

 

 

A trama segue as gêmeas Mio e Mayu. Enquanto visitam um lugar de infância, Mayu segue uma misteriosa borboleta vermelha para dentro da floresta e acaba encontrando a Vila Minakami, um vilarejo que desapareceu do mapa após um ritual bizarro, o local é assombrado por espíritos e marcado por rituais trágicos envolvendo sacrifícios.

 

 

Gráficos

 

 

Visualmente, o salto é impressionante e a Katana Engine faz um ótimo trabalho em ambientação e estilo artístico, trazendo uma atmosfera suja e granulada típica daqueles filmes de terror japonês dos anos 2000, como O Chamado e O Grito originais.

 

As roupas estão muito bem detalhadas e as texturas de tecidos e paredes de madeira podre das casas têm um nível de detalhe que chama a atenção.

 

 

O jogo também conta com belos efeitos de luz para criar sombras dinâmicas, o que é essencial para a atmosfera do game, além das  expressões faciais que estão muito melhores do que a versão original.

 

No geral, graficamente o jogo entrega se sai muito bem e entrega bons gráficos para os dias de hoje.

 

Jogabilidade

 

 

Aqui temos muitas novidades, começando pela câmera, o game agora utiliza uma visão moderna de terceira pessoa, abandonando as câmeras fixas da versão original, mas existe um modo clássico desbloqueável para quem ainda quer jogar com o sistema antigo de visão.

 

A Camera Obscura continua como o sistema central para capturar e exorcizar espíritos.

 

 

Essa mecânica foi totalmente remodelada para oferecer combates mais fluidos, permitindo a troca de vários filtros durante a gameplay, além do filtro normal, temos mais três filtros trazem benefícios diferentes para o combate e exploração.

 

Assim como em outros games modernos de survival horror, aqui também temos o sistema de upgrades, e loja e itens, após cada combate, ganhamos pontos por tirar fotos e podemos trocar esses pontos por medkits e charms para ativar benefícios, além de claro, podemos fazer upgrade na Camera Obscura e seus filtros.

 

A exploração segue um ritmo lento e tenso fiel aos survival horror clássicos, inclusive temos bastante backtracking onde temos que achar itens chaves para abrir certas portas.

 

Uma novidade importante é a Barra de Determinação de Mio, que também funciona como estamina, ela diminui conforme Mio se assusta ou é tocada pelos fantasmas, podendo levá-la a um estado de pânico que limita muito a movimentação.

 

Além disso em algumas partes do game, podemos guiar Mayu segurando sua mão, essa ação funciona como um medkit automático onde a vida de Mio vai se restaurando aos poucos.

 

 

Porém temos também mecânicas que são bem irritantes, como a dos Espíritos agressivos. Em certos combates, alguns espíritos podem ficar mais fortes e até regenerar vida, além de ficarem mais rápidos e agressivos, e a única maneira de eles voltarem a normal, é tirando a foto no momento certo ativando o “Shutter Chance” que funciona como se fosse um parry.

 

Porém mesmo o game te dando uma solução ainda é extremamente frustrante em vários momentos.

 

 

Por fim, um problema  que falamos brevemente em nossa introdução, que é muito relevante para o público brasileiro é a ausência de legendas em português, o que dificulta a experiência para muitos jogadores, e é muito decepcionante que em 2026, com muitos recursos avançadas de IA, uma empresa tão grande como a Koei Tecmo não disponibilizar pelo menos legenda em nosso idioma.

 

 

Bugs e Performance

 

Apesar da Katana Engine fazer um bom trabalho nos gráficos do game, em performance ela não se sai tão bem.

 

 

 

Nos consoles Fatal Frame II: Crimson Butterfly Remake não conta com aqueles já conhecidos dois modos de desempenho, temos apenas um modo a 30fps e infelizmente o game apresenta quedas constantes nesses 30 frames, principalmente em lugares mais abertos, atrapalhando alguns combates que, além de serem frustrantes com espíritos que ficam mais fortes e regeneram vida.

 

Considerações Finais

 

Mesmo com a alta dificuldade dos espíritos agravados e a performance não tão boa da Katana Engine, o remake de Fatal Frame II: Crimson Butterfly ainda é um ótimo exemplo de como modernizar um clássico sem perder sua identidade, seguindo os passos de jogos como Silent Hill 2 Remake e Resident Evil 4 Remake.

 

 

Trazendo uma tensão psicológica constante e jogabilidade totalmente modernizada fazem deste game, um titulo definitivo para um recomeço da série.

 

Quer saber mais sobre o jogo, assista a gameplay feita pelo canal ANDScreamer Plays!

 

 

 

Fatal Frame II: Crimson Butterfly Remake - Xbox Series X
Nota Final
7.3/10
7.3/10
  • Gráficos - 8/10
    8/10
  • Jogabilidade - 6/10
    6/10
  • História e Diversão - 6/10
    6/10
  • Áudio e Trilha Sonora - 9/10
    9/10
Sending
VOTAÇÃO POPULAR ➡️
0 (0 votes)

CONSIDERAÇÕES FINAIS

Mesmo com a alta dificuldade dos espíritos agravados e a performance não tão boa da Katana Engine, o remake de Fatal Frame II: Crimson Butterfly ainda é um ótimo exemplo de como modernizar um clássico sem perder sua identidade.

Compartilhe nas Redes Sociais:

Picture of Anderson Gomes

Anderson Gomes

Streamer e criador de conteúdo no Youtube, jogando nas plataformas Xbox, PlayStation e PC. Um apaixonado por cultura pop e geek!