I Hate This Place é uma experiência diferentona!

A Broken Mirror Games, em parceria com a Skybound Entertainment, revelou a data de lançamento de I Hate This Place: 29 de janeiro de 2026. Desenvolvido pela Rock Square Thunder, I Hate This Place é um jogo de survival horror isométrico, focado em criação, repleto de monstros perversos e realidades distorcidas, tudo envolto em um estilo de arte ousado de história em quadrinhos e com uma vibe de terror dos anos 80.

 

 

Graças a Assessoria de Imprensa de Skybound Entertainment podemos jogar I Hate This Place na versão para PC. Esta gameplay pode ser vista ao final deste artigo.

 

I Hate This Place se diferencia por sua arte fortemente inspirada em quadrinhos de terror dos anos 80. O jogo utiliza cores fortes, traços marcados e efeitos visuais que parecem desenhados à mão. Tudo isso ajuda a criar uma identidade própria, algo que falta em muitos jogos do gênero.

 

 

Os cenários passam bem a sensação de um lugar amaldiçoado e desconfortável. Florestas, casas abandonadas e áreas abertas conseguem transmitir perigo mesmo quando nada está acontecendo. Em vários momentos, o jogo parece uma HQ de terror em movimento.

 

Por outro lado, essa qualidade não é constante. Algumas áreas são bem trabalhadas, enquanto outras parecem simples demais ou até repetidas. Personagens e inimigos também não têm tanta variedade visual, o que faz com que encontros com criaturas diferentes acabem parecendo muito parecidos entre si.

 

 

O som é um dos pontos mais importantes de I Hate This Place. A trilha sonora é discreta e pesada, usando sons graves e silenciosos para deixar o jogador sempre em alerta. Muitas vezes, o silêncio fala mais alto do que a música, o que ajuda bastante a criar tensão.

 

Os sons do ambiente são bem feitos. Passos, galhos quebrando, vento e barulhos estranhos ao longe fazem o jogador ficar desconfiado o tempo todo. Em vários momentos, você não sabe se está ouvindo apenas o ambiente ou se algo está se aproximando.

 

O jogo também faz o jogador pensar antes de agir, já que barulho demais pode atrair inimigos. Isso funciona bem e reforça a sensação de sobrevivência.

 

 

O ponto fraco fica na repetição. Depois de algum tempo, os sons e a trilha começam a se repetir, e o impacto diminui. As vozes dos personagens, quando aparecem, cumprem seu papel, mas não se destacam.

 

A história acompanha Elena, que acaba presa em um lugar estranho e perigoso após acontecimentos mal explicados. O jogo não conta sua história de forma direta. Grande parte do que acontece precisa ser entendida pelo ambiente, por pequenos textos e por situações espalhadas pelo mapa.

 

 

Essa forma de contar a história combina com o clima de mistério, mas também faz com que tudo pareça distante.

 

No começo, o jogo prende bastante. Explorar o desconhecido, tentar entender o que está acontecendo e sobreviver aos primeiros perigos é envolvente. Com o tempo, porém, a falta de evolução na história faz a experiência perder força, e a curiosidade inicial vai diminuindo.

 

O jogo é focado em explorar, se esconder e sobreviver, não em lutar o tempo todo. Andar com cuidado, observar o ambiente e escolher quando agir é essencial. Avançar sem pensar geralmente termina mal.

 

O combate existe, mas não é o ponto forte. Armas são limitadas e nem sempre respondem bem, o que causa frustração em situações mais tensas. Muitas vezes, fugir é mais seguro do que enfrentar inimigos.

 

O sistema de dia e noite traz boas ideias. Durante o dia, o jogador se prepara. À noite, o perigo aumenta e os erros custam caro. Isso cria momentos de tensão reais, mas falta variedade nas situações para que esse sistema continue interessante por muito tempo.

 

O jogo traz algumas ideias interessantes:

 

  • Barulho importa: andar, correr ou agir sem cuidado pode atrair inimigos;
  • Coleta de recursos: é preciso pegar itens para se manter vivo e criar equipamentos;
  • Locais seguros: algumas áreas funcionam como abrigo temporário;
  • Essas ideias funcionam bem no início, mas não evoluem muito ao longo do jogo. Depois de um tempo, o jogador já entendeu como tudo funciona, e poucas novidades surgem para mudar a experiência.

 

Pontos Positivos

 

  • Visual diferente e marcante;
  • Atmosfera pesada e tensa;
  • Uso do som para criar medo constante;
  • Sensação real de perigo e sobrevivência;
  • Boa ambientação;
  • jogo traduzido para PT BR.

 

Pontos Negativos

 

  • Combate pouco preciso;
  • História fraca e mal desenvolvida;
  • Repetição de situações e objetivos;
  • Falta de tradução em algumas coisas.

 

 

Considerações finais

 

I Hate This Place é um jogo com muita personalidade, mas falha em algumas coisas. Ele acerta ao criar um clima de medo constante e ao usar o som e o visual para deixar o jogador desconfortável o tempo todo. Porém, falha ao não desenvolver melhor sua história.

 

 

É um jogo indicado para quem gosta de experiências diferentes, com foco em clima e tensão, mesmo que isso venha acompanhado de repetições e algumas falhas. Para jogadores que buscam algo mais bem acabado e equilibrado, a experiência pode acabar sendo frustrante.

 

Quer saber mais sobre o jogo, assista a gameplay feita pelo Rivotrio Games!

 

 

I Hate This Place - PC
Nota Final
6.8/10
6.8/10
  • Gráficos - 7/10
    7/10
  • Jogabilidade - 6/10
    6/10
  • História e Diversão - 6/10
    6/10
  • Áudio e Trilha Sonora - 8/10
    8/10
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CONSIDERAÇÕES FINAIS

I Hate This Place é um jogo com muita personalidade, mas falha em algumas coisas.

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Rivotrio Games

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