Desenvolvido pelo estúdio ucraniano GSC Game World, S.T.A.L.K.E.R.2 mistura FPS, terror e simulação imersiva, mantendo a essência da franquia que conquistou milhões de jogadores nos títulos anteriores. O jogo enfrentou muitos adiamentos devido a pandemia e a guerra na Ucrânia. Lançado em 2024 para Xbox Series X|S e PC, com acesso pelo Xbox Game Pass. Agora jogo finalmente chegou ao PS5 acompanhado da atualização 1.7 que trouxe melhorias significativas e muitos correções.
Gostaríamos de agradecer a equipe de Assessoria de Imprensa da GSC Game World por disponibilizar uma chave do game na versão de PlayStation 5 para realização desta análise.
História
Logo no começo, o game estabelece que houve uma segunda explosão no reator de Chernobyl, criando uma nova Zona repleta de anomalias imprevisíveis, mutantes deformados e facções em guerra. Esse evento serve como ponto de partida para a trama, que mistura ficção científica, terror e sobrevivência.
Jogamos com Skif, um stalker solitário que entra na Zona em busca de respostas e fortuna.
Skif não é apenas um caçador de artefatos, mas alguém que está envolvido em uma jornada pessoal, suas motivações iniciais não são muito claras, deixando espaço para que Skif descubra aos poucos sua ligação com os mistérios da Zona.
Conforme avançamos na historia, descobrimos que existe uma guerra entre facções rivais disputando poder e território e artefatos raros que podem mudar o destino de quem os possui.
Gráficos
S.T.A.L.K.E.R. 2: Heart of Chornobyl é um dos primeiros grandes jogos a utilizar a Unreal Engine 5 em sua capacidade máxima, definindo um novo padrão visual para a franquia.
O uso da Unreal Engine 5 resulta em um nível de detalhe impressionante, texturas em 4K e suporte a ray tracing, com a iluminação sendo um destaque, ambientes são densos e atmosféricos. O ciclo de dia e noite e os efeitos climáticos dinâmicos como chuva, tempestades e emissões radioativas não são apenas cosméticos, eles realmente mudam a tensão, afetam a visibilidade e impactam diretamente a jogabilidade do game, forçando o jogador a se adaptar às condições extremas e imprevisíveis da Zona.
Em seu lançamento original em 2024 para Xbox/PC o game sofreu muito com bugs e performance instável, a versão atual se beneficia de um ano de correções, onde milhares de erros foram corrigidos, apresentando agora uma estabilidade significativamente maior.
Jogabilidade
A jogabilidade de S.T.A.L.K.E.R. 2: Heart of Chornobyl é lenta, tática e bastante punitiva, diferenciando-se bastante de shooters convencionais como Call of Duty e Battlefield.
O game oferece um mundo aberto enorme, onde temos liberdade total para explorar a Zona e enfrentar seus perigos. Essa exploração é reforçada pelo sistema A-Life 2.0, que é o cérebro do jogo, ele simula a vida na Zona mesmo sem a nossa presença direta, fazendo com que facções guerreiem entre si e mutantes cacem em outras partes do mapa, criando situações emergentes e imprevisíveis, como cruzar uma esquina e se deparar com uma batalha que você não iniciou, ou dar de cara com um bando de animais mutantes querendo seu coro.
As mecânicas de sobrevivência são centrais para a experiência em S.T.A.L.K.E.R. 2, precisamos gerenciar fome, sono, sangramentos e envenenamento por radiação, se estivermos cansado, nossa mira se torna imprecisa e a resistência diminui e muitos outros efeitos colaterais que precisamos sempre ficar atentos no game.
O combate é tático e realista, as armas possuem peso, podem emperrar se mal conservadas e exigem atenção, já que disparos de longas distâncias precisam considerar a queda da bala.
Além disso, o jogo mantém a clássica mecânica de jogar parafusos para detectar anomalias invisíveis, como armadilhas gravitacionais ou elétricas, antes de avançar.
A exploração é outro ponto fundamental em S.T.A.L.K.E.R. 2. Não há viagem rápida fácil, nos obrigando a percorrer longas distâncias em um mapa gigantesco e contínuo, sem telas de carregamento, isso aumenta a tensão, já que nunca se sabe o que pode surgir no caminho.
Durante essas longas caminhadas, tudo pode acontecer, podemos buscar artefatos valiosos em áreas perigosas, decidir alianças com facções que influenciam diretamente o desenrolar da história e administrar peso do inventário e equipamentos, ficando sempre atento à radiação e às anomalias.
No geral, como S.T.A.L.K.E.R. 2 não é um Call of Duty, não espere um game onde seu personagem é imortal, super rápido, que vai sair deslizando pelo chão.
Bugs e Performance
Aqui temos uma grande vantagem em comparação com a versão de lançamento que sofreu muito com problemas de performance e bugs.
O game conta com os já conhecidos dois modos de desempenho que temos em vários outros jogos, podendo alternar entre eles a qualquer momento.
No geral, a performance do game está totalmente satisfatória, praticamente sem quedas de FPS, e centenas de bugs foram corrigidos, deixando a experiência do jogo do jeito que deveria ser.
Considerações Finais
Misturando terror psicológico, sobrevivência, ação e uma dificuldade elevada, S.T.A.L.K.E.R. 2: Heart of Chornobyl é uma evolução intensa e imersiva da franquia, sendo uma obra-prima de atmosfera, trazendo uma experiência única e desafiadora que recompensa a dedicação às mecânicas táticas de sobrevivência na Zona.
Quer saber mais sobre o jogo, assista a gameplay feita pelo canal ANDScreamer Plays!
S.T.A.L.K.E.R. 2: Heart of Chornobyl - PlayStation 5
Nota Final
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Gráficos - 9/10
9/10
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Jogabilidade - 7/10
7/10
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História e Diversão - 8/10
8/10
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Áudio e Trilha Sonora - 8/10
8/10
VOTAÇÃO POPULAR ➡️
0 (0 votes)CONSIDERAÇÕES FINAIS
Misturando terror psicológico, sobrevivência, ação e uma dificuldade elevada, S.T.A.L.K.E.R. 2: Heart of Chornobyl é uma evolução intensa e imersiva da franquia.


























