No dia 25 de Agosto a desenvolvedora Panache Digital Games lançará 1666: Amsterdam, jogo de aventura em terceira pessoa que traz uma ambientação incrível, mas que na gameplay ainda precisa de alguns ajustes. O jogo chega exclusivamente para PC via Steam e Epic Games Store e nós tivemos acesso antecipado a ele. Será que vale a pena?
Tivemos acesso antecipado a 1666: Amsterdam graças a Assessoria de Imprensa da Panache Digital Games, então, confira nossas impressões do jogo!
Uma proposta cheia de personalidade que ainda precisa encontrar seu caminho
1666: Amsterdam foi um daqueles jogos que me conquistaram primeiro pela proposta. Bruxaria, investigação, uma ambientação sombria, uma Amsterdã com uma pegada quase gótica e a possibilidade de alternar entre a protagonista e seu familiar para explorar o mundo.
No papel, existem muitas ideias aqui que me agradam. Na prática, porém, minha experiência foi bem mais complicada.
É importante considerar que estamos falando de um jogo ainda em desenvolvimento e, justamente por isso, muitos dos problemas que encontrei podem, e espero que sejam,corrigidos nas próximas atualizações.
Uma ótima ideia que ainda precisa de polimento
A ambientação é facilmente um dos maiores destaques. Existe uma mistura de elementos históricos com bruxaria, terror e uma estética sombria que dá bastante personalidade ao mundo. O design dos cenários funciona muito bem e existe algo interessante nessa versão de Amsterdã apresentada pelo jogo.
Foi justamente isso que me fez querer continuar explorando. O problema é que, quanto mais jogava, mais algumas escolhas de gameplay começaram a atrapalhar essa experiência.
A performance foi o primeiro grande problema
Minha experiência técnica não foi das melhores. Testei o jogo em um computador com Intel Core i9 de 10ª geração, RTX 3050 e 16 GB de RAM e, mesmo assim, encontrei problemas frequentes de desempenho.
Não foram travamentos que impossibilitaram completamente a gameplay, mas pequenas engasgadas, quedas e momentos de lentidão apareciam constantemente. E isso começa a testar um pouco a paciência.
O mais estranho é a inconsistência, existiam momentos em que a imagem estava bonita e tudo parecia rodar perfeitamente. Em outros, a qualidade visual parecia cair, a imagem ficava mais granulada e as travadas começavam a aparecer novamente.
Nunca tive aquela sensação de uma experiência realmente fluida e consistente.
Controles que ainda não me convenceram
A proposta do combate é interessante. Usar feitiços e diferentes poderes combina perfeitamente com o universo criado pelo jogo e existe potencial para desenvolver um sistema bem divertido.
Mas os controles não funcionaram tão bem para mim.
Principalmente pela necessidade constante de focar nos alvos para realizar determinadas interações. Ter que ajustar a câmera, aproximar, focar corretamente e só então conseguir executar aquilo que eu queria tornou algumas ações mais demoradas do que precisavam ser.
Noa e seu familiar
Uma das mecânicas que mais me chamou atenção foi poder alternar entre Noa e seu familiar, o gatinho. Em determinados momentos, é possível assumir o controle do gato para explorar lugares diferentes, resolver puzzles e encontrar maneiras de continuar avançando.
A ideia é muito boa e adiciona variedade à exploração, mas infelizmente, novamente esbarrei na execução.
A movimentação do gato parece bastante limitada em alguns momentos, principalmente nos saltos. Não existe aquela sensação de simplesmente olhar para algum lugar e pular. Muitas vezes precisei encontrar um ponto ou ângulo muito específico para que o jogo reconhecesse onde eu queria chegar.
Isso tornou uma mecânica que deveria transmitir liberdade um pouco engessada. Ainda assim, a possibilidade de alternar entre os dois continua sendo uma das coisas que mais gostei durante minha experiência.
Na história eu ainda não sei exatamente o que aconteceu
Talvez eu precise jogar muito mais para entender completamente o que 1666: Amsterdam está tentando contar, porque minha primeira experiência com a narrativa foi basicamente: “O que está acontecendo???” A história é bastante surreal, em alguns momentos, parecia que eu estava tendo um delírio junto com os personagens.
Isso não significa necessariamente que a história seja ruim. Existe claramente um mistério maior sendo construído e talvez várias dessas coisas façam sentido conforme a narrativa avança.
A localização em português ainda precisa de ajustes
Outro problema que encontrei foi na tradução para PT-BR.
Apesar de o jogo possuir legendas em português, a localização não funcionou corretamente. Algumas falas e textos apareciam traduzidos normalmente, enquanto outros simplesmente voltavam para o inglês.
Não chega a impedir que alguém que entende inglês continue jogando, mas quebra a consistência da experiência e precisa ser corrigido.
Visual e ambientação
Apesar de todos os problemas, existe uma coisa que eu definitivamente não posso tirar de 1666: Amsterdam: personalidade.
O jogo é muito bonito. A combinação entre o período histórico, arquitetura, elementos góticos, bruxaria e terror cria uma identidade visual muito interessante.
Pontos que funcionaram para mim
- Direção artística muito bonita;
- Ambientação sombria e cheia de personalidade;
- Possibilidade de alternar entre Noa e seu familiar;
- Universo com bastante potencial.
O que ainda precisa melhorar
- Performance inconsistente;
- Travadas e quedas durante a gameplay;
- Controles pouco intuitivos;
- Sistema de foco torna algumas interações lentas;
- Combate pode se tornar repetitivo;
- Movimentação do gato bastante limitada;
- Localização PT-BR inconsistente.
Impressões atuais
1666: Amsterdam é complicado para mim porque eu consigo enxergar claramente um jogo que eu gostaria muito de gostar.
A ambientação me interessa. A estética me interessa. A bruxaria, a investigação e principalmente a possibilidade de alternar entre Noa e seu familiar são ideias que têm muito potencial, mas, no estado em que joguei, tudo ainda parece um pouco desajeitado.
Hoje, eu não posso dizer que gostei de 1666: Amsterdam… Eu esperava um pouco mais. Ao mesmo tempo, que também não acho justo tratar essa impressão como definitiva.
Existe uma base interessante aqui e estamos falando de um projeto que ainda pode mudar bastante conforme recebe atualizações. Então talvez o mais interessante seja justamente acompanhar sua evolução.
Quer saber mais sobre o jogo, assista a gameplay feita pela Letícia Monares!




































