A Glory Jam e a Soft Source Publishing lançaram Grim Trials, o roguelike de ação e aventura com temática heavy metal, para Steam, Xbox One, Xbox Series X|S, PS5, Nintendo Switch e Nintendo Switch 2. Na pele de Avelin, uma jovem recrutada após sua morte para se tornar uma Ceifadora, os jogadores abrirão caminho a tiros por arenas hexagonais repletas de monstros e chefes profanos, combinando o uso tático de foices, bestas personalizáveis e Bênçãos Divinas. Ao longo da aventura, eles também explorarão a Academia, fazendo amizade com mentores e coletando materiais para forjar seus próprios equipamentos. A cada derrota, eles manterão experiência e recursos para se reerguer, dominar uma vasta árvore de habilidades e lutar para desvendar os segredos de seu passado e reencontrar o amor que deixaram para trás.
Graças a Assessoria de Imprensa de Soft Source Publishing podemos jogar Grim Trials na versão para PC. Esta gameplay pode ser vista ao final deste artigo.
História
A história acompanha Avelin, uma jovem que encontra a morte de maneira inesperada e acaba sendo recrutada para se tornar uma Ceifadora. Em vez de simplesmente aceitar sua nova condição, Avelin possui um objetivo bastante pessoal. Ela deseja retornar para a pessoa que ama e, para conseguir isso, precisa sobreviver às provações e se tornar uma Ceifadora de verdade.
A Academia funciona como o centro da história. É ali que Avelin conhece outros personagens, conversa com seus mentores, recebe missões e descobre mais sobre aquele mundo. Essa estrutura funciona bem porque a história não fica separada da evolução da personagem. Conforme você avança, novos personagens, diálogos e acontecimentos aparecem.
Os moradores da Academia também ajudam a dar mais personalidade ao universo. Suas histórias individuais acrescentam informações sobre o mundo dos mortos e fazem com que você tenha motivos para retornar ao local depois de cada tentativa.
Gráficos
Grim Trials apresenta um visual em 2D, com uma direção artística bastante colorida e personagens que conseguem transmitir personalidade mesmo dentro de uma proposta visual relativamente simples.
O jogo utiliza uma mistura interessante entre fantasia sombria e cores fortes. Isso cria um contraste que funciona muito bem, principalmente porque a temática envolve morte, criaturas sobrenaturais, almas condenadas e uma espécie de submundo.
Os cenários são simples, mas conseguem cumprir muito bem sua função. As arenas possuem uma aparência própria e são facilmente identificáveis durante os combates, algo importante considerando a quantidade de inimigos e efeitos que podem aparecer na tela ao mesmo tempo.
A comparação com Hades acaba sendo inevitável. Grim Trials claramente bebe da mesma fonte, especialmente na apresentação dos personagens, nas arenas e na maneira como a história é contada entre uma batalha e outra. Porém, isso não significa que o trabalho artístico seja ruim. Pelo contrário, o jogo possui identidade suficiente para funcionar por conta própria, mesmo deixando evidente suas inspirações.
Áudio e Trilha Sonora
O jogo aposta pesado no heavy metal, e isso não aparece apenas como um detalhe. A música acompanha diretamente a proposta do jogo e ajuda a transformar os combates em momentos ainda mais intensos.
Durante as batalhas, guitarras pesadas e bateria acelerada acompanham a ação. Nas lutas contra chefes, a trilha ganha ainda mais força, contribuindo para criar aquela sensação de que você está entrando em um confronto realmente importante.
A escolha do estilo musical foi extremamente acertada. Em vez de utilizar uma trilha genérica de fantasia sombria, a desenvolvedora escolheu uma identidade sonora própria. O resultado é uma combinação curiosa entre morte, fantasia, ação e heavy metal.
Jogabilidade
O jogo te coloca em arenas repletas de inimigos, armadilhas e desafios. O objetivo é sobreviver aos confrontos, derrotar os adversários e conseguir recursos para melhorar Avelin.
O combate mistura ataques de curta distância com ataques à distância. A principal arma é a foice, mas Avelin também pode utilizar uma besta. Essa combinação é importante porque permite alternar entre estilos diferentes durante uma batalha. É possível entrar diretamente no meio dos inimigos e atacar com a foice ou manter distância utilizando a besta.
Você também precisa se movimentar constantemente. Ficar parado geralmente significa receber vários ataques, então você deve aprender quando atacar e quando sair do caminho.
A movimentação é rápida e deixa os combates bastante dinâmicos. As arenas possuem formato hexagonal e podem ficar cheias de inimigos ao mesmo tempo. Isso cria situações em que você precisa observar a posição dos adversários, desviar dos ataques e escolher rapidamente qual inimigo deve ser eliminado primeiro.
Um dos pontos mais legais é que o combate não depende apenas de apertar os botões rapidamente. É necessário entender o equipamento utilizado e montar uma combinação que faça sentido para o estilo de jogo escolhido. Isso deixa as partidas mais interessantes conforme novas possibilidades são liberadas.
Mecânicas do jogo
A principal mecânica que diferencia Grim Trials de outros jogos semelhantes é a combinação entre evolução, equipamentos e criação de itens. Durante as partidas, você coleta materiais que podem ser utilizados para criar armas, armaduras e outros itens.
Isso significa que derrotar inimigos não serve apenas para aumentar uma pontuação. Os recursos encontrados durante a batalha possuem uma utilidade direta na evolução da sua personagem.
Existe também uma árvore de habilidades, permitindo escolher diferentes melhorias para a Avelin. Outro sistema importante são as chamadas Bênçãos. Durante uma partida, você encontra diferentes opções que podem alterar sua maneira de jogar e criar combinações mais fortes.
Isso permite que duas partidas sejam jogadas de maneiras completamente diferentes. Por exemplo, uma combinação pode favorecer ataques com a foice, enquanto outra pode ser construída em torno da besta ou de determinadas habilidades.
Esse sistema é importante porque impede que o jogo se transforme simplesmente em uma sequência de batalhas iguais. Também existe a possibilidade de melhorar e modificar os equipamentos. Assim, mesmo depois de uma derrota, você sente que alguma coisa foi conquistada.
A progressão permanente é fundamental para esse tipo de jogo. Quando Avelin morre, a tentativa termina, mas parte dos recursos e da experiência conquistada permanece. Dessa maneira, cada nova tentativa pode deixar a personagem mais preparada para enfrentar os desafios seguintes.
A Academia também funciona como uma parte importante das mecânicas. Além de ser o local onde você prepara sua próxima tentativa, ela permite conversar com outros personagens, desenvolver relacionamentos e desbloquear novas informações.
Isso cria uma pausa interessante entre os momentos de ação. O sistema de criação de equipamentos também possui uma pequena atividade durante a fabricação. Você precisa acertar determinados comandos para conseguir um resultado melhor. É uma mecânica simples, mas ajuda a fazer com que a criação dos equipamentos não seja apenas uma opção automática no menu.
O maior problema é que a quantidade de opções, apesar de interessante, não chega ao nível de variedade encontrada nos maiores jogos do mesmo gênero.
Pontos Positivos
- Combate rápido e divertido, os confrontos conseguem te manter ocupado e exigem movimentação constante;
- Excelente trilha sonora, o heavy metal combina perfeitamente com a proposta e dá uma identidade muito forte ao jogo;
- Boa variedade de equipamentos, permitindo testar diferentes maneiras de jogar;
- Sistema de criação de itens, que dá utilidade aos recursos encontrados durante as partidas;
- História simples mas interessante, a motivação de Avelin consegue sustentar a campanha;
- Academia bem utilizada, funcionando como um espaço para conhecer personagens, desenvolver relacionamentos e descobrir mais sobre o mundo;
- Chefes interessantes, trazendo desafios maiores e quebrando o ritmo das batalhas comuns;
- Português do Brasil disponível para interface e legendas na versão Steam.
Pontos Negativos
- Forte influência de Hades, a inspiração é bastante evidente e pode fazer Grim Trials parecer menos original em alguns momentos;
- Alguns elementos visuais são simples, principalmente quando comparados com produções maiores;
- Variedade limitada em comparação com grandes jogos do gênero, existem boas possibilidades de criação, mas elas não são infinitas;
- Repetição pode cansar, principalmente para quem não gosta da estrutura de tentar, morrer e começar novamente;
- História poderia ser mais profunda, apesar de funcionar bem, alguns personagens e acontecimentos poderiam receber mais atenção;
- Alguns combates podem ficar visualmente carregados, especialmente quando muitos inimigos e efeitos aparecem ao mesmo tempo.
Vale a pena?!
A desenvolvedora pegou uma fórmula conhecida, colocou uma protagonista com uma motivação emocional simples, adicionou combate rápido, criação de equipamentos, evolução de personagem, relacionamentos e uma trilha sonora de heavy metal que se encaixa perfeitamente na proposta.
A comparação com Hades é inevitável. Existem muitas semelhanças na maneira como a história é apresentada, na existência de uma área central entre as partidas e na própria estrutura de evolução. Porém, Grim Trials consegue criar algumas características próprias, principalmente através da utilização da foice, da besta e do sistema de criação de equipamentos.
Grim Trials é um bom roguelite de ação, divertido, estiloso e com uma das trilhas sonoras mais marcantes de sua proposta. Não chega ao nível dos maiores representantes do gênero, mas entrega uma experiência competente, agradável e com personalidade.
Quer saber mais sobre o jogo, assista a gameplay feita pelo Rivotrio Games!

































