Um belo dia, “perambulando” pela internet da vida, me deparo com um vídeo de um game muito parecido visualmente com Hollow Knight. Aparentemente noturno, visuais sóbrios, solitário… me pegou na hora! É justamente sobre esse jogo que iremos falar hoje! GUREI, do estúdio brasileiro Lobo Sagaz, que te coloca na pele de Rei, um espírito que deve derrotar uma dúzia de bosses místicos, e apenas isso (ao melhor estilo Shadow of the Colossus), é a pedida da vez.
O jogo GUREI está disponível para PC via Steam, PlayStation 5, PlayStation 4 e Nintendo Switch.
Gostaríamos de agradecer a equipe de Assessoria de Imprensa da Astrolabe Games, por disponibilizar uma cópia do game na versão de PC para realização desta análise.
Solitário, mas imersivo
GUREI te coloca na pele de um personagem que possui apenas uma espada, e um mapa para explorar. No início, você pensa se tratar de um metroidvania, já que podemos andar para qualquer direção, não existe uma ordem correta para você progredir. Andando um pouco, você encontra totens com umas chamas acesas, e aí descobre que o jogo é uma boss rush (você tem de enfrentar os chefes em sequência, e apenas isso), e das mais divertidas. Com uma mecânica muito divertida e cadenciada, pois lembra um pouco um hack and slash, você deve derrotar esses chefes, adquirindo a habilidade de cada um deles, tornando seu personagem cada vez mais forte para as batalhas seguintes.
É nessa parte que o jogo brilha muito, já que a dificuldade dos chefes vai escalonando de forma incrível, fazendo com que você tenha de se aprimorar muito para vencê-los. E, o mais legal: as vidas são finitas, logo, se você perder todas, não há save, não há colo, não há abraço. É game over sem dó, e você tem de recomeçar o jogo do zero, como se fosse um bom e belo jogo de fliperama!
Tira casaco, bota casaco…
Uma vez que se percebe a proposta do jogo, entendemos o porquê de sua duração relativamente curta. GUREI, com elementos modernos, homenageia uma estética de jogo que nos leva aos anos 80 e 90, onde se jogava mais pela habilidade e aperfeiçoamento do que pelo conteúdo do jogo em si. Claro que havia exceções, mas o videogame era centrado nos arcades, onde você jogava o mesmo jogo inúmeras vezes para se aperfeiçoar, e isso ele faz muito bem!
Atmosfera estonteante
Apesar dos visuais simples, acho o traço belíssimo. A trilha sonora também é bem cadenciada mas, nos chefes, ela tem seu brilho. Amo muito a simplicidade e a honestidade dos jogos indie, que compensam o orçamento com muita criatividade, ousadia e originalidade, do jeito que os videogames foram construídos. Pavimentados sobre a coragem de desenvolvedores que colocaram seus nomes na história.
Percebe-se o carinho com o design mecânico do protagonista, assim como cenários, chefes, e até as poucas cores que o game apresenta (em geral, tons de preto-e-branco, com poderes dos chefes possuindo uma cor específica bem destacada), que transborda carisma e, principalmente, te deixa com vontade de jogar e se aprimorar ainda mais
Veredito
GUREI é um game muito honesto, que homenageia várias vertentes dos videogames, seja por mecânica, temática, estética ou tempo. É sempre muito bom poder contar com uma obra desse tipo, que traz modernidade simultaneamente às homenagens que presta a gêneros e títulos que pavimentaram a história dos videogames. Está disponível no PlayStation 4, PlayStation 5, Nintendo Switch e PC (versão utilizada nessa análise). Você já demorou demais para adquirir sua cópia!
Quer saber mais sobre o jogo, assista a gameplay feita pelo Riris!
GUREI - PC
Nota Final
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Gráficos - 7/10
7/10
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Jogabilidade - 9/10
9/10
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História e Diversão - 9/10
9/10
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Áudio e Trilha Sonora - 7/10
7/10
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GUREI é um game muito honesto, que homenageia várias vertentes dos videogames, seja por mecânica, temática, estética ou tempo.





























