Nightmare Shift é o tipo de jogo que você já começa com mão na massa. É um jogo de terror psicológico em primeira pessoa que mistura investigação e pequenos quebra-cabeças. A história acompanha Emma durante seus turnos noturnos em um motel remoto e também em sua vida pessoal dentro do apartamento. Em um certo ponto do jogo, você não saberá o que é realidade ou imaginação da cabeça de Emma, o que acabará criando várias paranoias.
O game foi lançado em 15 de julho de 2025 para PC, chegando para os consoles Xbox Series X|S no dia 30 de julho de 2026 e para PS5 no dia 13 de agosto de 2026.
Gostaríamos de agradecer a equipe de Assessoria de Imprensa da Ultimate Games por disponibilizarem uma cópia do game na versão de PS5 para realização desta análise.
História
Emma é uma jovem desempregada que mora sozinha. Tudo começa no seu primeiro dia de trabalho no turno da noite em um motel (hotel) onde aparentemente tudo parece normal.
O turno de trabalho vai das 00h00 às 06h00 em um complexo comercial/industrial isolado. Ao passar da madrugada, tem que realizar algumas tarefas, como: atender os clientes, limpar os quartos, repor tudo que falta, solucionar os problemas que vão aparecendo dentro da madrugada.
Mas coisas estranhas começam a acontecer, deixando Emma desconfortável e com a sensação de estar sendo perseguida e vigiada a todo tempo.
A história do jogo é bem desconstruída, em que o enredo não fica apenas no motel (hotel), tornando-se imprevisível. Você também acompanhará Emma em seu apartamento no momento de descanso, conhecendo mais sobre a personalidade e seus gostos.
Gráficos
O jogo trabalha muito com ambientes escuros ou parcialmente iluminados, onde a sua imaginação começa a voar, criando outras situações além da gameplay.
Com uma estética realista e retro, cheia de texturas e baixa resolução, lembrando das fitas VHS e dos jogos de terror dos anos 90, trazendo uma grande nostalgia. Gráficos com muitas texturas, cantos escuros, o que acaba aumentando o medo cada vez mais, e aos poucos você vai imergindo dentro do jogo.
Uma parte que achei bem interessante é poder acompanhar as câmeras do jogo em tempo real.
Jogabilidade
A maioria do tempo você terá que explorar os ambientes, cumprir os objetivos e montar os quebra-cabeças para seguir em frente e avançar no jogo. É bom prestar atenção nos mínimos detalhes nos objetos do cenário para compreender o que realmente está acontecendo.
Terá que fazer várias tarefas do cotidiano, nas quais acabará entrando em um loop muito realista do próprio dia a dia. A dificuldade do jogo vem conforme você cria paranoias, vivendo em uma realidade paralela, fazendo coisas simples tanto no trabalho quanto em casa na hora do descanso da Emma.
Então você terá que: explorar, investigar e montar os puzzles, fazer tudo isso jogando em primeira pessoa.
Trilha sonora
Por mais que o jogo comece tranquilo, a trilha sonora, desde o início, já cria uma tensão, fazendo entender que está em um jogo de terror/suspense.
Muitas vezes o silêncio é substituído por ruídos e chiados. Em vários momentos o jogo Nigthmare Shift nem precisa ter um acontecimento de sustos; a música dinâmica e reativa já se encarrega de todo o trabalho, deixando os jogadores tensos, ansiosos e com medo do que está por vir em seguida, criando expectativa.
Jogar com headset ou fones de ouvido deixa tudo mais imersivo. Confesso que, por várias vezes, fiquei arrepiada.
Vale a pena?
O diferencial é que Nightmare Shift está na forma como ele constrói o medo. Em vez de apostar somente em criaturas e sustos repentinos, o jogo cria uma atmosfera de tensão e insegurança, fazendo o jogador se sentir constantemente sozinho e com a impressão de que há algo ou alguém observando cada movimento.
Sim, direi que vale muito a pena se você gosta de: terror psicológico, exploração, investigação, puzzles, história e jogos com finais imprevisíveis.
Quer saber mais sobre o jogo, assista a gameplay feita pelo canal Dona do Controle!






























