Truxton Extreme traz nostalgia com ar moderno ao PC e consoles de nova geração

Os ávidos fãs de “navinhas” dos anos 80 e 90, principalmente aqueles que tiveram experiência nos fliperamas e no Mega Drive, arrepiam-se ao ouvir o nome Truxton (ou Tatsujin, nome original japonês), para o bem, e para o mal. O clássico da Toaplan, amado ou odiado, sempre figura nas listas de jogos mais influentes do gênero, é uma blueprint de jogos do estilo, com mecânicas sólidas, desafio sempre constante e intenso, além de uma trilha sonora de dar inveja a muito jogo AAA de hoje em dia.

 

 

Mais de 30 anos após o último lançamento (Batsugun, o primeiro bullet hell, foi o último jogo de nave da Toaplan antes de sua falência), recebemos Truxton Extreme, um shmup “vertizontal” (horizontal com aspecto 16:9) feito totalmente em 3D, que é uma singela homenagem a tudo que a empresa fez no passado.

 

As edições Standard e Digital Deluxe podem ser adquiridas em formato digital, enquanto as versões Standard e Thunder Master também contam com lançamento físico. O jogo já está disponível para PC (via Steam e GOG), PlayStation 5, Xbox Series e Nintendo Switch 2.

 

Gostaríamos de agradecer a equipe de Assessoria de Imprensa da Clear River Games, por disponibilizar uma cópia do game na versão de PC para realização desta análise.

 

Panela velha que faz comida boa!

 

Ressurgida como Tatsujin, em homenagem à icônica franquia, Extreme é o terceiro episódio da franquia. Truxton teve lançamentos para os fliperamas, Mega Drive e PC Engine, enquanto Truxton II teve lançamento para fliperamas e FM Towns (computador da Fujitsu bastante famoso no Japão na época do auge do gênero). Ambos extremamente difíceis, mas apaixonantes, permearam o caminho dos jogos de nave em um período com larga concorrência, se tornando referência nas características principais que os jogadores da época buscava com games do gênero.

 

 

Truxton Extreme segue à risca o caminho de seus antecessores, porém, com recursos que tornam sua experiência mais agradável a pilotos de primeira viagem. Logo de cara, nota-se que a dificuldade é relativamente mais baixa nos níveis equivalentes aos lançamentos anteriores. Porém, nada que uma ida ao menu de opções não possa ajustar. Existem níveis maiores de dificuldade, e você pode alterar da forma que quiser. Até um nível super fácil existe, para aqueles que querem se deliciar com o design sem se comprometer muito com performance, mostrando claramente que a empresa quer expandir sua base de fãs. Porém o núcleo que conquistou os jogadores das antigas continua lá e, agora, com uma roupagem tridimensional.

 

Há novos tiros, proporcionando uma gameplay mais variada, um tiro burst que se carrega conforme você derrota inimigos, continuam as clássicas bombas com a nuvem em forma de esqueleto do crânio mas, para mim, o melhor é poder controlar a velocidade da nave, que agora suporta até seis níveis. No jogo original, quando se pegava um power-up de velocidade, naturalmente sua nave se tornava mais rápida, e só voltaria à velocidade original caso você perdesse uma vida. em Extreme, você pode aumentar ou diminuir a velocidade como achar mais conveniente, o que deixa a gameplay muito mais sólida e segura para o jogador.

 

Uma HQ bem maneira para explicar a história!

 

No novo Truxton, além do já conhecido modo arcade, há um modo história em que nós podemos utilizar três personagens: Ash, Bergamot e Cyrilla. A ideia é que tenhamos conhecimento do background deles, apesar de nada mudar nas campanhas, já que você joga as mesmas fases com todos. Creio que a ideia tenha se baseado no que fazemos no modo arcade nos lançamentos, que é terminar o jogo várias vezes em loop para fazer o verdadeiro final. Porém, diferentemente do passado, aqui a dificuldade não aumenta, ao menos no modo história.

 

 

Entre as fases, temos uma história em formato de quadrinhos para entendermos a conjuntura da humanidade nesse futuro distópico, tratando conceitos como transhumanismo, guerra e família. Achei excelente, conversa de forma concreta com a principal faixa etária do jogo. Além de contextualizar, motiva a jogar todas as campanhas disponíveis. Para quem não curte, só ir no modo arcade e brilhar.

 

Remixes de cair o queixo!

 

Aqui, para variar, é onde o game de nave brilha mais. Truxton Extreme traz remixes dos dois primeiros jogos, além de faixas inéditas. É tudo tão bem feito que causa o efeito de você, por muitas vezes, querer apenas ouvir a música, sem se preocupar com a gameplay em si. Altíssima qualidade, tocando não somente quem jogou os antigos, mas qualquer pessoa que aprecie boas melodias. Um show à parte, que mantém intacta a identidade da franquia, mesmo com uma distância entre os lançamentos que seja maior que a idade dos jogadores, em média. Espetacular.

 

 

Veredito

 

Truxton Extreme agrada gregos e troianos, sendo palatável tanto por quem é veterano quanto por quem é novato. A estética 3D moderniza o game mas não abandona suas raízes, sendo apenas uma adaptação do tempo do jogo. É um lançamento imperdível para quem gosta de franquias clássicas, principalmente do gênero de naves. Fator replay infinito, sistema de pontuação online, tem de ser muito louco para não querer curtir um lançamento desses!

 

Quer saber mais sobre o jogo, assista a gameplay feita pelo Riris!

 

 

 

 

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Rafael Barbosa

Sou Rafael Barbosa, conhecido nas redes sociais por "Riris", uma maneira abreviada de mencionar o meu canal, "Here comes a new challenger!", local onde revivemos memórias da infância e construímos novas lembranças permeando o universo dos videogames. Professor na formação, gamer por vocação, também me aventuro pelo universo do futebol, das histórias em quadrinhos e do cinema.