Kijutsu Rider: quando a paixão por tokusatsu vira jogo

Caros leitores, essa semana eu acabei pegando Kijutsu Rider, um indie que chegou até mim por indicação de um amigo. Logo de cara dá pra ver de onde vem a inspiração: os Kamen Riders da era Heisei, principalmente no visual das armaduras que lembram motos — algo que, pra quem curte tokusatsu, já chama bastante atenção.

 

 

Kijutsu Rider foi lançado no dia 3 de abril para PC via Steam. O jogo é desenvolvido e distribuído pela OmegaMechAnimations. Ao final deste artigo você poderá conferir uma gameplay do jogo.

 

No geral, o jogo é divertido e tem boas ideias. Ele traz uma variedade interessante de fases, personagens e formas, além de apostar em combos e um combate mais acelerado, o que deixa tudo mais dinâmico. Os inimigos também têm um design legal, mostrando que houve cuidado na criação do universo.

 

 

Mas nem tudo segura o mesmo nível. O visual do jogo é um dos pontos mais fracos. Em alguns momentos, fica difícil até identificar os inimigos na tela. Além disso, as fases acabam sendo muito repetitivas, seguindo sempre o mesmo padrão: andar em linha reta, derrotar inimigos e avançar. Isso acaba tirando um pouco do brilho da experiência.

 

Outro problema está nos comandos. Usar as habilidades e formas especiais não é tão intuitivo quanto deveria, e a interface também não ajuda muito. Durante a jogatina, isso acaba atrapalhando mais do que ajudando.

 

 

Na parte sonora, o jogo tem qualidades, mas peca no equilíbrio. A dublagem e os efeitos são bons, só que a trilha muitas vezes fica mais alta que as vozes, o que dificulta entender os diálogos. Mesmo com um patch lançado pelo desenvolvedor, essa questão ainda não foi totalmente resolvida.

 

Mesmo assim, dá pra perceber o esforço por trás do projeto. Kijutsu Rider tem potencial e claramente foi feito por alguém que gosta do gênero. Só que, por ser um jogo de baixo orçamento, algumas limitações acabam ficando bem evidentes.

 

 

Ainda assim, estou curtindo a experiência. Mesmo com os problemas técnicos, o jogo consegue divertir. E é importante deixar claro: gostar de tokusatsu não significa passar pano. As críticas existem, mas a criatividade e a proposta também merecem reconhecimento.

 

Se você sente falta de jogos nesse estilo, vale a pena dar uma chance. Ainda mais considerando que grandes empresas demoram pra investir nesse tipo de proposta. Apoiar projetos assim também ajuda a cena a crescer.

 

 

E já fica o destaque, Changer Seven, um hack and slash brasileiro da Gixer Entertainment, liderado por Juno Cecílio, também está a caminho, com dublagem em português, e é uma proposta bem promissora.

 

Quer saber mais sobre o jogo, assista a gameplay feita pelo All Gaboni!

 

 

 

 

Kijutsu Rider - PC
Nota Final
6.8/10
6.8/10
  • Gráficos - 6/10
    6/10
  • Jogabilidade - 9/10
    9/10
  • História e Diversão - 7/10
    7/10
  • Áudio e Trilha Sonora - 5/10
    5/10
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CONSIDERAÇÕES FINAIS

Kijutsu Rider tem potencial e claramente foi feito por alguém que gosta do gênero. Só que, por ser um jogo de baixo orçamento, algumas limitações acabam ficando bem evidentes.

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Moacir Gaboni Neto

Meu nome é Moacir Gaboni Neto e sou criador de conteúdo e cosplayer no canal AllGaboni. Produzo vídeos, lives e podcasts focados em cultura pop oriental no geral — games, animes, tokusatsu, TCG e tudo que envolve esse universo. Como cosplayer, também levo essa paixão para os eventos e para a prática, vivendo de perto os personagens que fazem parte dessa cultura. Trago minha visão de forma direta, com opinião sincera e baseada na minha própria experiência. Meu objetivo é informar, analisar e conversar com o público de maneira clara, valorizando tanto os lançamentos quanto as obras que marcaram época.