DrumBeats VR é um jogo difícil, mas divertido no PSVR2

A Assessoria de Imprensa da MESHm nos enviou uma chave para que possamos ter acesso ao jogo DrumBeats VR para PlayStation VR2. Obrigado pela confiança no Nerdlicious! DrumBeats VR é um jogo em realidade virtual que já estava disponível para Meta Quest e Steam, e no dia 6 de março finalmente chegou ao PSVR2, trazendo muita música para amantes de baterias.

 

 

 

História

 

Em DrumBeats VR toque em conjuntos de bateria icônicos e vivencie cenas épicas! Toque em cenários incríveis que o transportam para outros mundos.

 

 

Seu ritmo pulsante faz de você o coração de cada música que toca. Com uma lista de 21 faixas – e mais a caminho – você pode tocar suas músicas favoritas e sentir-se como um verdadeiro membro da banda.

 

 

No conforto da sua casa, você pode tocar em um estúdio, descer ao inferno, explorar as profundezas do oceano, enfrentar a tundra congelada da Antártica e até tocar bateria na Lua!

 

Ótima imersão que te faz sentir um verdadeiro baterista!

 

O jogo tem gráficos simples, mas que funcionam muito bem no PSVR2, trazendo um realismo bem legal, especialmente para quem deseja tocar bateria, mas não tem uma em casa (ou às vezes nem pode, pois mora em apartamento, assim como eu).

 

 

A visão em primeira pessoa que o VR te dá é espetacular, e a sensação de bater mais fraco ou forte nos pratos e tambores é muito legal, pois realmente traz diferença sonora.

 

DrumBeats VR é praticamente um simulador de bateria, e isso pode ser bom ou ruim, porém, falaremos disso mais tarde neste artigo.

 

Configurações de acessibilidade

 

Pessoalmente, faço parte daquela pequena porcentagem de pessoas que tem problemas ao jogar games em realidade virtual. Não chego a ter enjoos, mas tonturas são minha limitação, e por mais que deseje, não consigo jogar por muito tempo utilizando o óculos VR.

 

 

DrumBeats VR não tem tantas opções de acessibilidade, porém posso te dizer que não tive problemas jogando este game. Normalmente jogos que não tem muitos movimentos, especialmente de câmera como caminhar, correr, etc… não te dão sensação de enjoo ou tontura. Este é o caso deste jogo.

 

Jogabilidade

 

Aqui é a parte que pode ser incrível para alguns, mas frustrante para outros. Se você pensa em curtir algo semelhante a outros jogos de ritmo, onde a diversão está acima da realidade, esqueça!

 

 

DrumBeats VR traz uma gameplay mais voltada para a realidade, tentando ao máximo simular uma bateria real, tanto que diferente de outros jogos de bateria, aqui temos um bumbo que pode ser acionado com o botão R2 do Sense, e um chimbal (ou hi-hat) que pode ser acionado com o L2 do Sense, trazendo mais variedade sonora, e assim, algo mais real também.

 

Além disso, o jogo traz opção de você personalizar a “skin” de sua bateria, com cores bem diferentonas e até movimentar os pratos e tambores, pro lado, para cima, para baixo, para onde quiser, ajustando-a da melhor forma que desejar. Também podemos ajustar a angulação e rotação da baqueta na tela, entre outras configurações que personalizam ainda mais a gameplay.

 

No geral, a forma de jogar é simples, bater nos pratos, tambores e bumbo no tempo certo, assim como em outros jogos rítmicos, porém aqui, a força da batida e o tempo ideal fazem diferença na hora de ganhar mais pontos.

 

Modos de jogo

 

DrumBeats VR tem apenas dois modo de jogo, são eles:

 

  • Modo Arcade: Aqui podemos selecionar uma entre as 21 músicas disponíveis no jogo para tocar. Além disso, há opção de 4 níveis de dificuldade, adição de modificadores e até aumento ou diminuição da velocidade da música;
  • Modo Freeplay: Aqui você pode levar sua bateria para os mais diversos cenários do jogo, entre eles Antártica, Oceano, Inferno, Estúdio, Retrô, Escola e até a Lua. Não tem música tocando, nem nada, é só sua bateria e você toca do jeito que quiser, como se tivesse uma na sua casa!

 

 

Senti falta de um Modo Campanha, onde vamos tocando músicas mais fáceis, evoluindo até chegar nas mais difíceis. Achei uma falha boba dos desenvolvedores.

 

Cenários legais, mas falta um algo a mais

 

Como disse anteriormente, há vários cenários no jogo, tais como Antártica, Oceano, Inferno, Estúdio, Retrô, Escola e até a Lua, mas são cenários sem detalhes importantes. É só uma música tocando e a gameplay rolando com sua bateria, não tem banda ao seu lado, não tem público, nem tem animações extras, nem nada.

 

 

Claro que nem sempre conseguimos tirar os olhos da bateria, afinal, é bem difícil o jogo, mas seria legal ter alguma animação a mais durante a gameplay.

 

Mais alguns problemas no jogo

 

  • Ajustes Iniciais: Assim que começamos o jogo, não temos muitas explicações e mesmo com a música que serve como um tutorial, não entendemos bem. Ao começar a escolher músicas para tocar, é comum sofrermos um pouco até entender que o melhor é começar pelas configurações e ajustar o posicionamento de baquetas e bateria antes de tocar pra valer. Esta “meio que obrigação” pode afastar alguns jogadores mais casuais;
  • Lentidão e Travamentos: Achei o jogo um tanto lento para iniciar as músicas, tanto que ao reiniciar após uma falha, demora uma eternidade, e neste meio tempo ficamos pensando se vale a pena tentar novamente. Também me atrapalhei na hora de escolher a música na lista, com um sistema de barra lateral de rolagem meio estranho, que trava a todo momento;
  • Simulador demais: DrumBeats VR focou demais no simulador e esqueceu um pouco da diversão. Acredito que os desenvolvedores que fizeram o jogo são apaixonados por música/bateria, mas esqueceram que o público nem sempre é tão entendedor assim do “riscado” e pode ter dificuldades para jogar;
  • Trilha sonora fraca: Das 21 músicas, nenhuma delas é conhecida do grande público. Eu mesmo só curti umas quatro, cinco músicas no máximo, o resto parece ser mais do mesmo ou até muito parecidas;
  • Não está em português: Outro problema, especialmente para nós brasileiros é o fato de não estar em português. Imagina você começar o jogo tendo que mexer naquele montão de configurações e ajustes iniciais sem saber nada de inglês? É quase pedir para abandonar o jogo;
  • Sistema de ranking falho: Por várias vezes o ranking online do jogo, onde mostra as melhores pontuações ficou zerado ou com posicionamentos errados. Também percebi que em algumas músicas a minha pontuação não contou e fica como “zero”.

 

 

É bom ou ruim?

 

DrumBeats VR está longe de ser um dos melhores jogos de bateria do mercado VR, não só pelo tanto de falhas que tem já citados anteriormente, mas pelo simples fato de focar demais no simulador e deixar a gameplay difícil demais, porém, não deixa de ser divertido quando se tem um pouco mais de prática.

 

 

Para quem já é baterista, talvez seja um jogo mais completo, afinal, aquele Modo Freeplay te deixa realmente com a sensação de estar com uma bateria prontinha para o seu deleite.

 

Para o público em geral, ainda falta melhorar os ajustes, acertar a lista de bugs já citadas e trazer uma trilha sonora mais robusta e famosa, e pelo preço de R$ 142,50 na PlayStation Store neste momento, talvez ainda não valha a pena.

 

Bom… agora veja nossa gameplay abaixo e não se esqueça de se inscrever em nosso canal no Youtube!

 

 

DrumBeats VR - PSVR2
Nota Final
7.1/10
7.1/10
  • Gráficos - 7/10
    7/10
  • Jogabilidade - 7.5/10
    7.5/10
  • História e Diversão - 7/10
    7/10
  • Áudio e Trilha Sonora - 7/10
    7/10
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CONSIDERAÇÕES FINAIS

DrumBeats VR não é um jogo fácil para gamers casuais, mas deve agradar bastante quem já toca bateria na vida real. De qualquer forma, quando se pega o jeito, o jogo fica divertido.

 

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Rogério Princiotti

Blogueiro, criador de sites como Omoristas, Burca Day, Guarulhos em Rede, Guarutrolls e Mundo Cosplayer. Trabalha na internet administrando e criando conteúdo para sites e comunidades há mais de 10 anos.