Lançado dia 24 de setembro, Control Resonant foi desenvolvido e publicado pela Remedy, chegando para PC (via Steam), Xbox Series S|X e PS5. Control Resonant da continuidade a história dos irmãos Faden, onde agora assumimos o papel do irmão de Jesse, Dylan e iremos desbravar não apenas uma área mas Manhattan inteira que está em perigo.
Primeiramente gostaria de agradecer imensamente a Assessoria de Imprensa da Remedy por ter nos enviado uma chave do jogo para estarmos fazendo essa review.
Destaque do Jogo
O jogo se destaca por sua estética única, misturando elementos visuais, de jogabilidade e também anomalias que distorcem áreas inteiras. A narrativa só amplia isso tudo, trazendo a peça central e final da história de Control – Dylan Faden – irmão de Jesse. Dylan nos traz uma nova perspectiva da história, concluindo esse quebra cabeça e também fechando com chave de ouro a trajetória de Control.
História
A história se passa 7 anos depois dos eventos do primeiro logo, funcionando bem como uma continuação direta, mas também não deixando aquela sensação de “perdido” caso o jogador não tenha jogado o jogo anterior, e o melhor de tudo é que uma história fechadinha assim como o primeiro, focando apenas em Dylan.
Dylan é irmão de Jesse, e ficou anos confinado na Oldest House pela Federal Bureau and Control (FBC) por ter passado por uma profunda contaminação por entidades paranormais. E depois de anos Dylan desperta, e finalmente parecendo ser ele mesmo.Só que tem algo estranho, nada está como deveria ou como ele se lembrava, e o pior sua irmã Jesse desapareceu.
Diferente do primeiro jogo que a ameaça se concentra só na Antiga Casa (Oldest House), nesse ela se espalha por toda Manhattan. Aparentemente o ruído ganhou força e agora está distorcendo até a própria realidade, modificando edifícios e se alastrando para as pessoas as transformados em criaturas.
E cabe a nós, um ser com habilidades especiais combater essa ameaça e impedir que ela cresça ainda mais, e claro encontrar nossa irmã desaparecida e saber o que houve com ela. Mas muito mais que irmão da protagonista com poderes, Dylan também tem seus próprios dilemas, já que seu passado te persegue.
Isso porque, no passado Dylan passou por experimentos pela própria FBC e acabou sendo dominado pelo Ruído, se tornando altamente perigoso. Mas agora livre dessas “amarras” ele tenta entender quem é, as consequências de seu passado e mostrar quem é mto mais que um experimento que deu errado.
E esse é um ponto bem interessante da história, já que desde do inicio Dylan não é tratado bem, nem como um herói, e sim como uma aberração ou algo que deve ser temido. Invertendo totalmente seu papel do primeiro jogo, além de dar a chance do jogo mostrar um outro lado da história.
Jogabilidade
Control Resonant traz uma movimentação muito mais fluída e frenética. O combate se diferencia bastante do primeiro jogo, já que Dylan é capaz de usar a Aberrant, uma arma sobrenatural capaz de assumir diferente formas como martelos, lâminas duplas, foices, entre outras. E essa é apenas sua arma inicial, o que dá uma liberdade gigante ao jogador de fazer pequenas builds e fazer escolhas ao seu estilo.
O jogador conta com outros recursos de combate, como golpes especiais e finalizações. A movimentação também tem um papel importante, já que as habilidades de Dylan permitem que ele esquive, pule e plane no ar com muita velocidade. Seus poderes sobrenaturais dão aquela pitada final na gameplay, permitindo que ele faça combos mais brutais e misture vários tipos de ataques e habilidades.
A progressão do personagem é parte essencial do jogo, já que, a medida que avançamos na história e exploramos, é possível ir desbloquear novas habilidades especiais, poderes, fortificar suas armas. Consequentemente aprimorando os status de Dylan, o deixando mais poderoso.
Diferente do primeiro jogo, a exploração em Control Resonant ganha um peso muito maior, já que não estamos em uma área pequena, e sim uma cidade inteira devastada por anomalias e seres sobrenaturais. É possível explorar grandes áreas do mapas, encontrando bastante conteúdo extra, como atividades secundárias, segredos, vendedores e até chefes opcionais que poderão conceder habilidades paranormais únicas.
Apesar da movimentação e combate fluídos, o jogo apresenta um bom nível de dificuldade, exigindo reflexos, estratégia e administração de recursos. Entretanto, esses desafios não se tornam uma barreira, já que as opções de acessibilidade permitem ajustar a experiência de acordo com as necessidade de cada jogador, tornando o jogo mais equilibrado.
Outro ponto positivo é que o jogo se mantém interessante e não repetitivo. Isso acontece graças a grande variedade de inimigos, cenários e desafios que criam uma sensação de renovação constante, enquanto a exploração recompensa o jogador com itens únicos, vendedores e encontros com Ressonantes. Tornando a exploração parte essencial da progressão do jogo e não apenas uma atividade complementar.
Gráficos
A direção artística de Control novamente brilha em suas escolhas, misturando elementos comuns do cotidiano urbano com fenômenos paranormais. Criando um contraste entre o cotidiano e o impossível, transformando Manhattan em uma loucura visual. Esses conceitos conseguem transmitir estranheza, através de seus prédios, ruas e outros lugares que se deformam.
A ambientação de Control Resonant é incrível, criando uma sensação constante de imprevisibilidade. É possível cruzar uma rua aparentemente normal e encontrar um ambiente totalmente distorcido, onde prédios, carros, paredes e outras estruturas desafiam as leis da gravidade.Essas anomalias não são apenas visuais, pois também influenciam a movimentação, exploração e até confrontos de Dylan.
Apesar de se passar em Manhattan,o jogo apresenta uma grande variedade de cenários, que se diferenciam não apenas por sua arquitetura, mas também pelas mudanças que as anomalias causam. Fazendo com que cada região ofereça uma experiência única. Desenvolvido com o motor gráfico Northlight, da Remedy, utilizando efeitos de iluminação, partículas e elementos ambientais para reforçar sua identidade visual.
Contudo a direção artística de Control não serve apenas para impressionar visualmente. Ela funciona como um dos pilares fundamentais do jogo, pois os elementos visuais e as anomalias reforçam seus conceitos e se integram, à narrativa, à jogabilidade e à ambientação, fortalecendo a identidade do jogo.
Trilha Sonora
A trilha sonora foi composta por Petri Alanko, que utilizou uma abordagem experimental, misturando instrumentos, sons cotidianos e texturas musicais incomuns. Essa combinação permitiu criar composições que transmitem tensão, mistério e estranheza, complementando a atmosfera do jogo.
Durante as batalhas, a trilha sonora ganha ainda mais peso, principalmente nas batalhas contra chefes. Um exemplo disso, é a batalha contra a Bailarina, que além de ser visualmente bonita, traz uma composição marcante, intitulada Obessessive Compulsive Order. Sua construção rítmica inspirada na sequência de Fibonacci, mistura elementos vocais com percussões experimentais. Essas escolhas fazem com que a música não sirva apenas para intensificar a ação, mas também contribua parte da identidade de chefes e do próprio jogo.
O design de som também tem um papel importante no jogo, utilizando-se de ruídos das criaturas, das anomalias e das estruturas presentes nos cenários. Isso tudo permite a construção de uma ambientação perturbadora, reforçando a ideia de que o mundo está sendo afetado por forças desconhecidas. Dessa forma, a trilha sonora e design de som se complementam, trabalhando para dar uma experiência ainda mais completa e fortalecendo a identidade de Control Resonant.
Vale a pena?!
Sim, e como vale a pena, apesar de ser muito fã da Remedy e de tudo que ela produz, Control nunca foi meu favorito. Entretanto a franquia Control, e especificamente Control Resonant trabalha com conceitos únicos, e que foram expandidos e aprimorados desde do primeiro jogo.
O destaque fica para a exploração da paranormalidade de forma criativa, apresentando os poderes de Dylan, distorções da realidade e fenômenos que desafiam as leis da física. A direção de arte também complementa essa ideia, juntamente com uma jogabilidade fluída e desafiante , além da possibilidade de explorar cenários distorcidos.
Control Resonant não é apenas uma repetição de seu antecessor, mas sim evolução de sua formula. Desta vez, controlamos Dylan e não Jesse, nos trazendo uma nova perspectiva desse universo. Mas diferente de sua irmã, Dylan não é um herói. No primeiro jogo, ele era tratado como uma ameaça, enquanto nessa sequência podemos ver as marcas desse passado acompanhar seus conflitos.
Essa combinação de novidades, aprimoramentos e narrativa intrigante, faz de Control Resonant uma excelente sequência, que preserva sua essência mas também que nos apresenta uma nova trajetória.
Curtiu o jogo? Quer conhecer mais sobre ele? Assista a gameplay da Darkside777!
Control Resonant - PlayStation 5
Nota Final
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Gráficos - 8/10
8/10
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Jogabilidade - 9/10
9/10
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História e Diversão - 9/10
9/10
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Áudio e Trilha Sonora - 9/10
9/10
VOTAÇÃO POPULAR ➡️
0 (0 votes)CONSIDERAÇÕES FINAIS
Control Resonant é uma obra completa, sabendo equilibrar bem todos seus elementos. E o mais incrível é que não se limita copiar a formula de seu antecessor, ele a aprimora. Dylan por sua vez, é um protagonista ambíguo, que desperta questionamentos e nos fazer torcer por sua redenção e encontro de si. Control Resonant se encaixa perfeitamente na franquia, quase como se fosse a peça que faltava.































