Duskfade: uma aventura que entende a força dos clássicos 3D

Duskfade é daqueles jogos que deixam suas referências bastante claras. A inspiração nos plataformas 3D da era do PlayStation 2 aparece na estrutura das fases, na movimentação e na forma como o jogo recompensa a exploração. Mas existe uma referência que chama ainda mais atenção: Kingdom Hearts.

 

 

 

Não é uma cópia de Kingdom Hearts, longe disso. A influência aparece principalmente na maneira como Duskfade constrói seu universo, mistura fantasia com elementos mecânicos e apresenta uma aventura que parece ter saído de uma época em que os jogos valorizavam mais a exploração dos mundos.

 

O jogo Duskfade foi lançado para PC, PlayStation 5, Xbox Series X|S e Nintendo Switch 2.

 

Graças a Assessoria de Imprensa da Fireshine Games podemos jogar Duskfade na versão para PC. Esta gameplay pode ser vista ao final deste artigo.

 

Kingdom Hearts está presente nas entrelinhas

 

Quem conhece Kingdom Hearts provavelmente vai reconhecer algumas escolhas de Duskfade.

 

A própria construção visual dos cenários transmite aquela sensação de mundos fantásticos que parecem existir independentemente do jogador. Existe uma preocupação em criar lugares com identidade, misturando elementos mágicos, arquitetônicos e mecânicos.

 

 

A estética clockpunk de Duskfade também ajuda nessa aproximação. Engrenagens, relógios, estruturas gigantescas e elementos fantásticos convivem no mesmo espaço, criando um visual que lembra a liberdade criativa encontrada em Kingdom Hearts.

 

A referência fica ainda mais interessante quando observamos a movimentação. Assim como nos primeiros Kingdom Hearts, Duskfade aposta em uma aventura em que correr pelo cenário, descobrir caminhos e encontrar áreas escondidas faz parte da experiência. O personagem não está apenas indo de um ponto ao outro. O próprio caminho é parte do jogo.

 

E isso é importante porque Duskfade entende uma coisa que muitos jogos modernos esqueceram: um mundo bonito também precisa dar vontade de ser explorado.

 

A exploração é o verdadeiro protagonista

 

A movimentação de Zirian é provavelmente o maior acerto do jogo. Ao longo da aventura, novas habilidades aumentam as possibilidades de exploração. Salto duplo, gancho e outras ferramentas permitem alcançar lugares que anteriormente pareciam inacessíveis.

 

 

O interessante é que o jogo não utiliza essas habilidades apenas para aumentar o poder do personagem. Elas também mudam a maneira como você enxerga os cenários.

 

Um lugar que parecia apenas decoração pode esconder uma passagem. Uma plataforma aparentemente distante pode se tornar acessível depois de uma nova habilidade. E é justamente esse tipo de descoberta que mantém a exploração interessante.

 

Essa filosofia também aproxima Duskfade dos plataformas 3D clássicos.

 

Combate: bom, mas poderia ser melhor

 

Se existe uma área em que Duskfade não acompanha o nível da exploração, é o combate.

 

O sistema funciona, possui ataques diferentes, esquiva, habilidades e recursos que ajudam Zirian durante os confrontos. Porém, a variedade não cresce na mesma proporção que a movimentação.

 

 

Depois de algumas horas, os combates começam a apresentar uma estrutura bastante previsível. Os chefes conseguem melhorar essa situação. Eles aproveitam melhor as habilidades do personagem e criam confrontos que exigem mais atenção ao espaço e aos padrões de ataque.

 

Mesmo assim, fica aquela sensação de que o jogo tinha potencial para fazer mais com seu sistema de combate.

 

Uma direção de arte que faz diferença

 

Visualmente, Duskfade é muito competente. A mistura de fantasia com elementos mecânicos cria uma identidade própria e impede que o jogo pareça apenas mais uma tentativa de reproduzir os clássicos.

 

E novamente existe uma lembrança de Kingdom Hearts. Não necessariamente pelo estilo artístico, mas pela disposição de colocar elementos que normalmente não combinariam juntos dentro do mesmo universo.

 

 

Magia, tecnologia, criaturas fantásticas, construções gigantescas e ambientes coloridos convivem de maneira natural. É esse tipo de exagero visual que ajuda a criar personalidade.

 

Duskfade não precisa de gráficos realistas para impressionar. Ele precisa que seus mundos sejam interessantes o suficiente para fazer o jogador querer descobrir o que existe depois da próxima área.

 

A nostalgia é uma ferramenta, não o jogo inteiro

 

Esse talvez seja o maior mérito de Duskfade. O jogo claramente conhece os clássicos. Existe um pouco de Kingdom Hearts, um pouco dos plataformas 3D do PlayStation 2 e outras referências espalhadas pela experiência.

 

 

Mas Duskfade funciona melhor quando deixa essas referências em segundo plano. Ele não depende exclusivamente da nostalgia para convencer.

 

  • A movimentação é boa;
  • A exploração funciona;
  • Os mundos possuem identidade;
  • As habilidades criam novas possibilidades;
  • E existe uma sensação constante de progressão que faz você querer descobrir qual será a próxima região.

 

Os problemas aparecem justamente no refinamento

 

Duskfade ainda possui algumas limitações. O combate poderia ter mais profundidade, alguns inimigos são pouco desafiadores e o backtracking pode se tornar cansativo quando o jogador decide procurar todos os colecionáveis.

 

 

Também existem momentos em que a exploração poderia ser melhor orientada.

 

Esses problemas não comprometem a aventura, mas mostram que Duskfade ainda está um passo abaixo dos grandes nomes que claramente serviram de inspiração. E talvez essa seja a maneira mais justa de enxergar o jogo.

 

Vale a pena?

 

Vale, principalmente para quem sente falta daquele tipo de aventura 3D que era muito comum nos anos 2000.

 

Duskfade não tenta reinventar o gênero. Ele pega uma fórmula que funcionava, adiciona sua própria identidade visual e tenta recuperar aquela sensação de simplesmente sair explorando um mundo cheio de caminhos, segredos e possibilidades.

 

 

E as referências a Kingdom Hearts tornam essa experiência ainda mais interessante para quem cresceu com esse tipo de jogo.

 

Duskfade não é Kingdom Hearts, não é Jak and Daxter e não é Ratchet & Clank. É um jogo que olha para todos eles, entende algumas das coisas que tornaram essas aventuras marcantes e tenta construir sua própria versão dessa experiência.

 

E quando funciona, funciona justamente porque não parece estar apenas tentando vender nostalgia. Duskfade não quer apenas lembrar uma época. Ele quer mostrar que esse estilo de aventura ainda funciona.

 

Quer saber mais sobre o jogo, assista a gameplay feita pelo All Gaboni!

 

 

 

Duskfade - PC
Nota Final
10/10
10/10
  • Gráficos - 10/10
    10/10
  • Jogabilidade - 10/10
    10/10
  • História e Diversão - 10/10
    10/10
  • Áudio e Trilha Sonora - 10/10
    10/10
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CONSIDERAÇÕES FINAIS

Duskfade não quer apenas lembrar uma época. Ele quer mostrar que esse estilo de aventura ainda funciona.

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Moacir Gaboni Neto

Meu nome é Moacir Gaboni Neto e sou criador de conteúdo e cosplayer no canal AllGaboni. Produzo vídeos, lives e podcasts focados em cultura pop oriental no geral — games, animes, tokusatsu, TCG e tudo que envolve esse universo. Como cosplayer, também levo essa paixão para os eventos e para a prática, vivendo de perto os personagens que fazem parte dessa cultura. Trago minha visão de forma direta, com opinião sincera e baseada na minha própria experiência. Meu objetivo é informar, analisar e conversar com o público de maneira clara, valorizando tanto os lançamentos quanto as obras que marcaram época.