Lançado 12 de maio de 2026, Call of The Elder Gods foi desenvolvido pela Out of the Blue Games, mesmo estúdio responsável pelo Call of Sea e publicado pela Kwalee para PC (via Steam), Nintendo Switch 2, PlayStation 5 e Xbox Series X|S. Ele funciona como uma sequência espiritual e narrativa de Call of Sea, trazendo bastante narrativa e aquele bom terror lovecraftiano.
Gostaríamos de agradecer a Assessoria de Imprensa da Kwalee por ter nos enviado a chave do jogo para fazer essa analise. A gameplay pode ser vista no fim do artigo.
Destaque do Jogo
O principal destaque está em sua vai narrativa, principalmente para os jogadores que gostam de histórias bem construída. A aventura também se destaca pela exploração dos cenários e pela resolução de puzzles baseados em observação e lógica. A “troca” de personagens também é um ponto interessante, onde o jogador pode ter dois pontos de perspectiva diferentes da história e também ajudar na resolução de puzzles.
Por fim o horror cósmico Lovecraftiano é um dos grandes diferenciais, criando uma atmosfera de mistério e curiosidade, que é muito mais interessante, do que simplesmente aquele terror que pula na tela.
História
Call of the Elder Gods é um jogo de aventura, exploração e puzzles em primeira pessoa focado em narrativa. A história do jogo se passa 30 anos após os eventos do primeiro jogo, e é fortemente inspirada no conto “A Sombra Fora do Tempo” de H.P. Lovecraft. No jogo acompanhamos a história de dois protagonistas e ambos são jogáveis.
Harry Everhart é um arqueólogo no passado e professor da Universidade Miskatonic, mas que vive em sofrimento, pelo luto, depressão e visões sinistras deixadas pela última expedição. Enquanto Evangeline “Evie” Drayton, é uma jovem mulher estudante de física, que é atormentada por sonhos impossíveis, como cidades alienígenas e um artefato misterioso.
Ambos formam uma parceria para buscar respostas sobre o desaparecimento de seus familiares. A jornada os faz explorar cenários como as bibliotecas na Nova Inglaterra até os desertos da Austrália e ruínas congeladas no Ártico, o que considero um dos pontos interessantes do jogo.
O jogo envolve terror cósmico, seitas sombrias e até uma investigação de divisão ocultistas históricas da Segunda Guerra Mundial. E melhor parte é que o terror não é algo gritante e sim construído através da atmosfera, de forma sutil, e da investigação e do mistério, fazendo o jogador querer investigar os cenários e descobrir o que está acontecendo.
Jogabilidade
Em questão de gameplay a progressão do jogo pode ser bem lenta, já que o jogo só se desenvolve através da exploração e resolução de enigmas do ambiente, através de muita observação e lógica. De acordo com o avanço do jogo, o jogador percorrerá vários cenários, investigando objetos, reunindo pistas e interpretando documentos que possibilitam o avanço da narrativa. Um grande diferencial é o diário que funciona como um coletor de pistas e eventos do jogo, oferecendo dicas e ajudando o jogador a organizar as informações coletadas, tornando o jogo mais acessível.
Você também pode alternar entre Harry e Evie para resolver mistérios que quebram as barreiras do tempo e espaço. Podendo utilizar habilidades e perspectivas de cada personagem para prosseguir a aventura.
O jogo também oferece opções de acessibilidade, além de níveis de dificuldade que podem ser ajustados, onde é possível ativar ou desativar as dicas ou anotações do diário.
Gráficos
Call of the Elder Gods tem uma direção de arte muito boa, apresentando cenários variados e ricos em detalhes que ajudam a construir a atmosfera de mistério e horror cósmico. Apesar da evolução em relação ao seu antecessor, Call of Sea, e da utilização da Unreal Engine 5, o jogo não busca gráficos ultrarealistas. Em vez disso aposta em um estilo artístico que mistura elementos pictóricos e uma estética levemente estilizada.
Essa escolha funciona bem em sua proposta e no que quer passar, embora não seja um jogo que se destaque pelo realismo gráfico ou pela inovação visual.
Trilha Sonora
A trilha sonora complementa muito bem a proposta da aventura, contribuindo para a construção da atmosfera de mistério e horror cósmico. As músicas reforçam os momentos de exploração e tensão sem se sobrepor a experiência, funcionando mais como um complemento à narrativa e cenários, do que algo que marcante e que se destaca no decorrer do jogo.
Apesar de funcionar muito bem, a trilha sonora não se destaca como um dos pontos fortes do jogo,já que poucas músicas ou quase nenhuma se torna memorável para o jogador após a conclusão da campanha.
Vale a pena?!
Apesar de seu ritmo lento, Call of the Elder Gods traz uma proposta interessante, misturando puzzles, exploração, terror cósmico e uma narrativa bem construída. Além de trazer dois protagonistas com personalidades e perspectivas distintas, não deixando o jogador cair no tédio. A atmosfera com pitadas de terror, enigmas e mistério envolve o jogador a querer explorar cada canto, cada detalhe, e resolver seus mistérios.
No entanto, seu ritmo lento e contemplativo pode não agradar a todos os públicos, principalmente se você é alguém com pouca paciência e não se atenta aos detalhes. Jogadores que apreciam respostas rápidas ou jogos mais frenéticos, podem sentir que o jogo demora a ganhar ritmo.
Curtiu o jogo? Quer conhecer mais sobre ele? Assista a gameplay da Darkside777!
Call of the Elder Gods - PC
Nota Final
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Gráficos - 7/10
7/10
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Jogabilidade - 6/10
6/10
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História e Diversão - 7/10
7/10
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Áudio e Trilha Sonora - 5/10
5/10
VOTAÇÃO POPULAR ➡️
0 (0 votes)CONSIDERAÇÕES FINAIS
Call of the Elder Gods apresenta um ritmo lento, o que pode não agradar todos os públicos. Mas ele brilha em sua narrativa, criação de atmosfera, e será um achado para os fãs de terror cósmico, exploração e resolução de puzzles. Além disso, Evie e Harry são personagens bem marcantes e interessantes que tornam a jornada bem interessante.































