A Bandai Namco lançou no dia 12 de março um novo DLC para DIGIMON STORY TIME STRANGER com a chegada do Pacote de Episódios e Digimon Adicionais 3: Anti-ParadoX. O conteúdo adiciona um episódio totalmente novo, levando os jogadores a uma jornada centrada em Asuna Shiroki e Monica Simmons, com uma história construída a partir de encontros que transcendem tempo e espaço, separada da narrativa principal. Mas será que vale a pena jogar esta nova DLC?
DIGIMON STORY TIME STRANGER está atualmente disponível para PlayStation 5, Xbox Series X|S e PC via Steam. Para acessar o conteúdo adicional, é necessário possuir o jogo base. O DLC pode ser adquirido por meio do passe de temporada ou comprado separadamente.
Caros leitores, chegamos à última parte da DLC de Digimon Story Time Stranger – Paradox X, com os esperados Digimons X, trazendo Omegamon X (claro, e ainda protagonista), Dorumon (que evolui para Alphamon, que já é um Digimon X), Dukemon X, Magnamon X com a personalidade certa, Jesmon X (com personalidade controversa à sua lore, sendo sanguinário demais) e UlforceVeedramon X (também totalmente controverso à sua lore).
A DLC se inicia com o Eterno Pararellmon voltando a agir no espaço do multiverso e bagunçando tudo, e a Mirei pede para você investigar o acontecimento. Logo de cara, encontramos Omegamon X e Dorumon, explicando que o Pararellmon afetou sua linha multiversal. Depois, encontramos Monica Simmons, ex-cientista do governo, com a agente Asuna, que estão atrás do pupilo Kuga (como sempre fazendo besteira), que está com os dados da habilidade de Pararellmon para poder construir de novo uma arma para erradicar os Digimons.
Nisso, o Omegamon informa que precisamos dos outros aliados, mas que eles estão em conflito por conta do Programa X (farei um breve resumo sobre isso depois), que foi criado para erradicar os Digimons no servidor de Yggdrasil, que está sobrecarregado demais e precisa de espaço. Quem conseguiu suprimir o Vírus X ganhou o X-Antibody, dando mais poder aos Digis e mudança de corpo, porém com sua vida mais curta.
Nesse conflito, temos o grupo a favor da erradicação, acreditando que os Digi X são os escolhidos pela ordem divina, e o grupo que é a favor da vida. Nenhum deles confia em Omegamon e Dorumon, achando que são covardes. Bom, a DLC é aquilo: correr e tentar convencê-los, ver as memórias do núcleo humano sobre dever, o que é certo e o motivo de Kuga se sentir subestimado pela Dra. Simmons, acreditando que o amor dele pela ciência é mais verídico que o dela, que se inspira em anime.
Antes de batermos nos Digi X, encontramos o Kuga com um objeto que seriam os dados de Pararellmon, que os Digi X querem para avançar seus respectivos planos. Aí segue em bater em cada dupla, encontrar o Kuga e, como todos estão extremamente cansados por conta das batalhas, o Pararellmon ataca, informando que estava observando o tempo todo. Porém, o Dorumon se joga na frente, o que faz os quatro refletirem sobre suas ações, e, após isso, ele evolui para Alphamon, o líder dos Royal Knights. Assim, formamos a aliança contra Pararellmon, que nesse caso traz Dorugreymon (sim, uma referência a X-Evolution), onde precisamos eliminá-lo para começar a dar dano nele. Depois de eliminar o Pararellmon, todos fazem seu voto de mudança e voltam para seu tempo, e a Mirei informa que salvamos aquela linha akáshica, mas que podem acontecer outros acontecimentos por conta das cópias de Pararellmon.
Bom, a DLC em si novamente é fraca e, de novo, traz a lore errada de cada Digimon, igual às anteriores. As DLCs anteriores foram referentes ao Next Order e Banchou X D-Brigade (sem o D-Brigade), e essa ao filme X-Evolution, um filme feito em CGI que foi lançado em 2005 no Japão, com foco somente na história dos Digimons e suas batalhas.
A história segue com Yggdrasil sobrecarregado, precisando esvaziar o servidor, mas GrandDracmon cria o Vírus X e o convence a utilizá-lo para criar um genocídio em massa. O que Yggdrasil não contava era que alguns Digimons iriam suprimir o vírus e transformá-lo no X-Antibody. Sabendo disso, pede para que os Royal Knights os persigam e eliminem. Fora isso, também está acontecendo uma batalha entre os Digimons normais contra os Digi X por conta do famoso preconceito.
O Dorumon é o protagonista, no qual evolui para o líder oculto dos Royal Knights, aparecendo apenas quando o Mundo Digital está em crise e ele pode contrariar Yggdrasil. Temos o Omegamon, que é o vilão, seguindo cegamente as ordens, mas depois da redenção se vira contra Yggdrasil e se transforma em Digi X. Dukemon, que sempre questiona os colegas sobre as ordens, até luta contra Omegamon e depois vira Digi X. E, por último, Magnamon, que é a favor da ideia de Yggdrasil.
Ulforce e Jesmon não participam do filme, porém estão na história dos Pendulums, com a batalha dos Digi X, mas suas personalidades são totalmente distintas do que foi apresentado no jogo. Ulforce é o Zero Maru, parceiro do Yagami Taichi no mangá de Digimon Adventure V-Tamer, sempre bondoso e gentil, contrário a uma personalidade de não se importar com o inimigo. Jesmon é o cavaleiro que mais evolui e atinge a forma GX, que dá o final na batalha dos Digi X. Sua personalidade é a de que, caso ele precise sacrificar sua vida por outro Digimon, ele o fará, diferente das personalidades de Digimon Tri e da DLC, que têm uma visão mais sanguinária.
O Omegamon só é protagonista porque é o queridinho da Bandai, e inclusive a DLC, 1/3 dela, é só variação de Omegamon. Bagunçaram a lore para deixar o Omegamon como bonzinho ou em destaque, sem sentido. O plano de um dos times era usar o poder de Pararellmon para criar um outro mundo e mandar os Digimons normais para esse outro mundo. Isso aconteceu no final da lore: após a batalha entre os Digi X, foi criado um novo mundo, onde os Digimons poderiam escolher ir para um mundo novo e construir tudo do zero ou se manter no mundo antigo e conviver com o vírus.
Bom, a Bandai Namco perdeu uma boa chance de trazer as histórias das lores de Digimon de forma que poderiam ensinar um pouco mais sobre Digimon, mas jogou tudo isso no lixo, o que me deixa um pouco triste, porque o jogo base fez um processo muito legal. Mas as DLCs foram uma tristeza muito grande, além de serem maçantes e enjoativas, com lores erradas e protagonismo exagerado do Omegamon, queridinho da Bandai, fora que são histórias do núcleo humano nas quais ninguém estava interessado. Espero que os próximos jogos tragam um investimento melhor e um conhecimento certo da franquia.
Quer saber mais sobre o jogo, assista a gameplay feita pelo All Gaboni!


























