Análise do filme MIB: Homens de Preto Internacional

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Toda aquela expectativa que tínhamos para assistir ‘MIB: Homens de Preto Internacional’ foi por água abaixo nos primeiros minutos do filme, e logo estávamos nos perguntando porque não esperamos para ver na ‘Sessão da Tarde’.

 

 

A divulgação de ‘MIB: Homens de Preto Internacional’ foi tão boa que pensávamos que seria um bom filme, até por que os primeiros da franquia foram ótimos, mas talvez tenham se perdido num roteiro fraco e em personagens com pouca personalidade. O filme tenta continuar a trilogia de sucesso que tinha os atores Tommy Lee Jones e Will Smith como estrelas, mas infelizmente, mesmo com todo esforço, Tessa Thompson e Chris Hemsworth não tem o mesmo carisma e atuação da dupla anterior.

 

Na história, a agência MIB se torna internacional e desta vez tem que lidar com um traidor dentro dela. Neste mesmo período, uma nova agente surge, é M (Tessa Thompson), que após uma experiência extraterrestre quando criança (o flashback desta cena é legal) coloca na cabeça que quer trabalhar na agência que lida com os ETs. Com muito esforço, inteligência e um pouco de sagacidade, ela encontra o esconderijo secreto da agência e após convencer a agente O (Emma Thompson), ela tem uma chance. Conhece neste momento também o H (Chris Hemsworth) um dos melhores agentes da MIB Internacional, mas que é um tanto quanto desleixado com seu trabalho, apesar de quase sempre ter sucesso.

 

 

Assim que a agente M ganha sua chance na MIB, vemos a tão esperada cena (pelo menos por mim) onde o ator e comediante brasileiro Serginho Mallandro aparece. Fiquei um tanto quanto decepcionado por ser tão rápido, achei que ia ter algum sequência maior ou algum tipo de fala, mas é só aquela palhaçada de “glu-glu iê-ié” e só. Ele aparece mais nos vídeos promocionais do filme do que no longa final.

 

Após uma tragédia com uma alienígena, a agência tenta descobrir quem é o traidor. Nisso os agentes M e H saem pelo mundo buscando pistas. Neste meio tempo há cenas de perseguição na cidade de Marrakech, onde parece que somos transportados para o filme do Aladdin (este sim, um ótimo filme!). O filme continua sendo morno, como aqueles que vemos na ‘Sessão da tarde‘, com piadinhas meio que sem graça e situações que exploram a beleza do ator Chris Hemsworth.

 

 

A agente M é uma história a parte. Sabemos com o passar do filme que ela é inteligente e se preparou para ser uma agente da MIB, mas o fato dela ser em alguns momentos mais bem preparada que o agente H (que era o melhor agente da MIB) é um pouco quanto estranho e forçado demais. Cadê a surpresa dela em alguns momentos? Cadê a inexperiência dela com algumas situações?

 

Para mim, o melhor do filme é o pequeno Pawny, um dos peões que protegia uma rainha alienígena que acaba sendo morta. Ele então escolhe a agente M como sua nova rainha e com ações e falas engraçadas acaba sendo o destaque do novo longa.

 

 

Ah… e tem referência aos filmes antigos? Tem… mas é tão pouco e sutil que quase não se vê. São alguns quadros na parede da sede da MIB Internacional retratando cenas icônicas dos primeiros filmes da franquia.

 

O filme leva para um fim quase que abrupto, onde o ator Chris Hemsworth se vê numa luta com um alienígena bem mais forte que ele, e então ele pega um martelo para atacar o ET, numa clara referência ao personagem Thor, interpretado pelo mesmo ator. Esta cena foi engraçada pela referência, mas no cinema parecia que ninguém tinha entendido…. segue o jogo!

 

Não vou ser o chato de dar o spoiler assim, do final do filme, mas é óbvio que a Terra é salva novamente, claro, pelas mãos dos agentes M e H (óbvio novamente) e tem um fim bem comum, nada demais.

 

É como disse acima, o filme é bem a cara de ‘Sessão da Tarde’, portanto se você quiser ver, vá num cinema mais baratinho ou com aqueles pontos do cartão de crédito.

 

O filme ‘MIB: Homens de Preto Internacional’ está em cartaz nos cinemas de todo o Brasil desde o dia 13 de Junho. Confira o trailer completo abaixo: