Fomos convidados pela Atomica Lab para uma cabine de imprensa virtual para conferir o filme Down: o Elevador da Morte (Vniz) exclusivamente antes do seu lançamento no streaming. Em Down : O Elevador da Morte, acompanhamos o casal Anton e Marina que acabam de se casar e querem curtir sua lua de mel, mas acabam presos em um elevador de um prédio juntamente com Victor, inicialmente parece um acidente, mas será que é mesmo? O filme já está disponível exclusivamente no Brasil pelo Adrenalina Pura+ desde do dia 25 de junho.
O filme é o famoso não promete nada e entrega tudo. O casal se torna o foco da história inicialmente. E é aí que está a grande jogada, o que parece ser um romance água com açúcar muda drasticamente, quando Anton e Marina se veem presos em um elevador, e ela como já tem claustrofobia fica completamente aterrorizada, criando um clima de tensão e terror muito grande no telespectador.
A trama se torna ainda envolvente quando um terceiro personagem é apresentado, Victor, a ideia é que tudo não passa de acidente, e tudo muda assim que ele revela que foi que causou tudo aquilo. Nesse momento o filme fica bem mais agoniante e intrigante, nos trazendo uma pergunta, quem é Victor, e porque ele esta lá com eles, e quais seriam suas motivações?
Esse é o momento que o telespectador não tira mais os olhos da tela querendo saber o desfecho desse casal, dessa situação e quem seria Victor.
O longa funciona mais como um thriller de suspense, criando tensão e jogos psicológicos do que um filme propriamente de terror, já que sabe brincar com perfeição com as emoções e a curiosidade do telespectador. Anton e Marina, apesar de formarem um casal bonito e aparentemente muito apaixonado, passam a ideia de que nada nem ninguém seria capaz de separá-los ou criar intrigas entre os dois.
Marina é uma mulher adulta e muito rica — do tipo que, se piscar e ligar para o pai, todos os seus problemas podem ser resolvidos em um passe de mágica. Anton, por outro lado, é um rapaz mais modesto, integrante de uma banda de rock e com o sonho de se tornar famoso. Fica evidente que ele não se sente inferior à riqueza de Marina, e ela também não parece se importar em sustentá-lo, mostrando, a princípio, um relacionamento harmonioso.
Mas tudo muda quando eles encontram Victor no elevador. Um detalhe importante é que ele entra no último segundo, já criando um clima de estranheza na cena. Quando o elevador para e os três ficam presos, a primeira impressão é de que tudo não passa de um acidente. Mas essa percepção logo muda.
A partir desse ponto, o elevador deixa de ser apenas um local de passagem e se torna quase um personagem do filme: uma prisão. É ali que eles enfrentam medo, tensão, aflição, alívio e, principalmente, precisam lutar pela própria sobrevivência. Esse é o ponto-chave da história.
O elevador, apesar de ser apenas um local “sem vida”, funciona como um excelente vilão silencioso, principalmente por criar uma sensação constante de claustrofobia. Vemos os personagens presos em um espaço fechado, pequeno e que pode ser facilmente controlado por alguém do lado de fora, deixando o futuro deles sempre incerto.
A verdade é que eles estão presos, e quem fez isso tem controle sobre suas vidas, sua liberdade e até sobre quando poderão sair. As perguntas que ficam são: quem fez isso, por quê e como eles conseguirão escapar? Esse mistério, essa tensão e essa curiosidade são muito bem construídos pela trama.
Por mais que toda a tensão aconteça dentro do elevador, o filme não se sustenta apenas no cenário. Os diálogos são uma parte essencial da construção desses momentos e outro ponto forte da obra. Basta uma frase de algum personagem para criar tensão, medo, dúvida, alívio ou intensificar os conflitos. É por meio deles que o filme impulsiona as reações — ou a falta delas — dos personagens, e nisso ele brilha.
As atuações também complementam esse aspecto e merecem destaque, seja pelos olhares, pelas feições ou até pelos grandes momentos de silêncio.
Anton é o personagem mais calmo e equilibrado da trama, funcionando muito bem como ponte em vários momentos de tensão, conflito, explosão e desespero dos outros dois personagens. Se não fosse por ele, talvez eles nem sairiam vivos dessa situação. Marina é mais intensa, impulsiva e sempre diz o que pensa. Isso até causa momentos perigosos e amplia conflitos. Esse jeito dela e suas reações exageradas são coerentes ao decorrer do filme quando alguns segredos são revelados. E claro o Anton também sofre com isso.
Victor é o personagem ambíguo, enigmático e totalmente instável, e é ele que tem o controle de qual emoção será causada ao telespectador, porque entre suas muitas mudanças de humor, atitude e tom de voz, ele quem controla o ritmo do filme. Ele é o único que consegue levar os protagonistas ao limite.
A interação entre os três funciona muito bem, apesar do destaque maior fica para Victor, pois além de ter uma atuação incrível e carregar o ritmo do filme, ele também é um personagem que inicialmente tem um “ar” de vilão e com decorrer do filme se mostra a vitima. O filme sabe trabalhar essa dualidade dele e do casal muito bem já que no inicio, o casal que pareciam ser as vítimas.
O filme sabe criar suspense muito bem. Tudo começa com três pessoas presas por acidente, e no decorrer descobrimos que foi um plano todo arquitetado. A partir dai o casal fica nas mãos do Victor, que é possível vilão, que usa de terror psicológico para controlar cada momento da situação.
Esses momentos funcionam porque fazem o espectador querer entender quem é Victor, suas motivações, e se ele vai concluir sua vingança contra esse casal tão adorável.
A cada movimento, a cada diálogo, a cada ação de Victor, fica aquela pergunta “será que é agora?” . Será que o casal vai conseguir escapar ou a situação irá piorar de vez? O filme mantém esse impasse até o fim e faz a gente sofrer junto com os personagens diante de cada conflito e situação extrema.
Eu fui assistir a Down: O Elevador da Morte esperando algo mais próximo do terror sobrenatural. Apesar de ser diferente do que eu imaginava, o filme entrega uma proposta mais interessante ao trocar fantasmas por uma ameaça humana — alguém capaz de causar tanto medo quanto qualquer assombração. Por isso, vale a pena para quem gosta de suspense, terror psicológico e histórias cheias de segredos, reviravoltas e vingança.
No fim, Down: O Elevador da Morte pode até parecer, à primeira vista, um suspense genérico, mas entrega mais do que isso. Sua trama é interessante, e Victor é o personagem que realmente sustenta a história. O filme equilibra momentos de tensão, terror psicológico e jogos de manipulação dentro de um elevador minúsculo, usando esse espaço para criar uma sensação constante de claustrofobia e perigo.
Down : O Elevador da Morte já está disponível pelo Adrenalina Pura+ desde do dia 25 de junho. Confira o trailer abaixo:
Down: O Elevador da Morte - Adrenalina Pura+
Nota Final
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Ideia e Roteiro - 8/10
8/10
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Fotografia, Figurino e Efeitos Visuais - 6/10
6/10
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Áudio e Trilha Sonora - 8/10
8/10
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Adaptação e Atuação - 7/10
7/10
VOTAÇÃO POPULAR ➡️
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Down: O Elevador da Morte apesar de seus pontos baixos, apresenta uma premissa interessante, traz um “vilão” bem construído e envolvente. Entre reviravoltas, segredos e momentos de suspense e terror,o filme se fecha como um thriller eficiente, capaz de prender o espectador até o desfecho































