Análise do filme Michael, em cartaz nos cinemas brasileiros

No dia 14 de abril fomos convidados pela Universal Pictures para uma cabine de imprensa na pré-estreia do filme Michael, que traz a primeira parte da vida da lenda Michael Jackson. O longa mostra desde sua infância até os primeiros passos rumo ao estrelato solo, equilibrando bem o artista e o ser humano por trás do ícone. O filme Michael tem estreia marcada para 23 de abril de 2026 nos cinemas brasileiros.

 

 

O filme começa nos anos 70, em Gary, Indiana, com o nascimento do Jackson 5, formado pelos irmãos sob o comando rígido de seu pai, Joseph Jackson (interpretado por Colman Domingo). Desde cedo, vemos que o sonho de crescer na vida vinha acompanhado de muita cobrança, com ensaios constantes e uma busca quase obsessiva pela perfeição, onde qualquer erro era tratado de forma dura.

 

Michael, ainda criança, interpretado por Juliano Valdi, já demonstrava um talento fora do comum, tanto na voz quanto na dança. Ao mesmo tempo, o filme deixa claro que ele não teve uma infância normal. Enquanto outras crianças brincavam, ele estava ensaiando ou se apresentando. Isso fica ainda mais evidente quando vemos sua conexão com histórias como Peter Pan, representando o desejo de viver uma infância que nunca teve.

 

 

Mesmo com o sucesso inicial do grupo, percebemos que Michael não tinha amizades da sua idade. Sua vida girava em torno da música e da família, e isso vai sendo construído ao longo do filme de forma bem natural. Há momentos em que ele tenta se conectar, mas claramente existe um vazio ali.

 

Quando o Jackson 5 começa a ganhar notoriedade, surge a oportunidade com a Motown, e o grupo passa a ter ainda mais visibilidade. A partir daí, a rotina se intensifica ainda mais, com shows em sequência, deixando claro que, principalmente para Michael, a infância foi deixada de lado. Em contrapartida, vemos também o olhar atento de sua mãe, Katherine, que traz um pouco mais de sensibilidade e cuidado dentro daquele ambiente tão rígido.

 

Com o sucesso, a família se muda para Los Angeles, e aqui o filme acerta muito bem na ambientação. Cenários, figurinos e trilha sonora conseguem transportar quem está assistindo diretamente para aquela época. É aquele tipo de filme que te faz entrar no clima, principalmente com as músicas — impossível não se pegar curtindo durante as cenas.

 

 

Entrando na fase adolescente, Michael começa a demonstrar vontade de seguir carreira solo. Ele já se mostra visionário, entendendo o entretenimento de uma forma diferente, mas ainda carregando o medo do pai. Isso fica evidente quando ele precisa da aprovação dele até para dar esse passo, mostrando o quanto essa relação ainda o prendia.

 

Já na fase adulta, com Jaafar Jackson interpretando Michael, vemos um artista mais maduro, mas também mais complexo. O filme aborda suas particularidades, como o amor por animais — não apenas comuns, mas também exóticos —, suas visitas a hospitais e orfanatos, e a forma como ele se sentia mais confortável perto de crianças, algo que faz muito sentido dentro da construção da sua história.

 

Outro ponto que o filme trabalha de forma mais sutil é a questão da aparência. Dá pra perceber o quanto isso impactava Michael, muito por conta das pressões que sofreu desde pequeno. Não é algo exagerado, mas está ali, presente.

 

 

Um dos momentos mais interessantes é quando começamos a ver o nascimento do artista que mudaria a indústria. A criação de Thriller, o crescimento dos videoclipes e a forma como Michael pensava além do seu tempo mostram o quanto ele era visionário. Inclusive, o filme aborda a resistência de canais como a MTV em exibir artistas negros, e como Michael enfrentou isso para conquistar seu espaço.

 

Também temos momentos mais pesados, como o acidente durante a gravação do comercial da Pepsi, que deixa Michael em um estado bem vulnerável. Essa parte dá uma quebrada no ritmo e traz um lado mais humano, mostrando que por trás do ícone existia alguém lidando com dores reais.

 

Em paralelo, vemos o conflito com seu pai se intensificando, principalmente quando surge a ideia de uma nova turnê com os irmãos. Mesmo já sendo um adulto, Michael ainda sente o peso dessa relação, o que torna esse confronto ainda mais significativo.

 

O desfecho com a Victory Tour funciona muito bem como fechamento desse ciclo. No palco, ao lado dos irmãos, Michael demonstra seu carinho por eles, mas também deixa claro que aquele seria o último momento do grupo. É ali que ele finalmente se posiciona e toma controle da própria carreira, dando um basta definitivo.

 

No geral, Michael é um filme que consegue equilibrar espetáculo e emoção. Ele não entra em todas as polêmicas, mas entrega o essencial para entender quem foi Michael Jackson, tanto como artista quanto como pessoa.

 

É uma experiência que vale a pena, principalmente para quem quer entender o impacto que ele teve na música e na cultura pop.

 

Michael chega aos cinemas brasileiros no dia 23 de abril de 2026. Confira o trailer abaixo:

 

 

Agradeço à Universal Pictures pelo convite para cobrir essa pré-estreia.

 

Michael - Em cartaz nos cinemas brasileiros
Nota Final
9.8/10
9.8/10
  • Ideia e Roteiro - 10/10
    10/10
  • Fotografia, Figurino e Efeitos Visuais - 10/10
    10/10
  • Áudio e Trilha Sonora - 10/10
    10/10
  • Adaptação e Atuação - 9/10
    9/10
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CONSIDERAÇÕES FINAIS

Michael é um filme que consegue equilibrar espetáculo e emoção!

 

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Moacir Gaboni Neto

Meu nome é Moacir Gaboni Neto e sou criador de conteúdo e cosplayer no canal AllGaboni. Produzo vídeos, lives e podcasts focados em cultura pop oriental no geral — games, animes, tokusatsu, TCG e tudo que envolve esse universo. Como cosplayer, também levo essa paixão para os eventos e para a prática, vivendo de perto os personagens que fazem parte dessa cultura. Trago minha visão de forma direta, com opinião sincera e baseada na minha própria experiência. Meu objetivo é informar, analisar e conversar com o público de maneira clara, valorizando tanto os lançamentos quanto as obras que marcaram época.