John Carpenter’s Toxic Commando traz trilha cativante e gameplay envolvente

No dia 12 de março, a desenvolvedora Saber Interactive juntamente com a publisher Focus Entertainment lançaram John Carpenter’s Toxic Commando para PC, PlayStation 5 e Xbox Series X|S. No jogo escolha um personagem e chame três amigos, porque tá na hora de salvar o mundo. Curta ação em primeira pessoa intensa enquanto destrói hordas de monstros aterrorizantes! Você pode não ser da melhor equipe de mercenários, mas é do… Toxic Commando!

 

John-Carpenters-Toxic-Commando-xbox

 

Se há o nome de alguém no título de um jogo, trata-se de alguém relevante, não? Splinter Cell, The Division, Ghost Recon, por exemplo, recebem a assinatura de Tom Clancy, famoso escritor que teve sua obras adaptadas para o cinema, como o maravilhoso Caçada ao Outubro Vermelho, Jogos Patrióticos, Perigo Iminente e Jack Ryan: Operação Sombra.

 

O game que analisaremos nesse texto, graças a Assessoria de Imprensa da Saber Interactive, tem a assinatura do lendário John Carpenter, e creio que você o conheça, não?

 

Caso você não seja do planeta Terra, vou te explicar quem ele é. John Carpenter é um cineasta responsável por franquias lendárias como Halloween, O Enigma de Outro Mundo, Fuga de Nova Iorque e Fuga de Los Angeles. Aliás, vale um adendo absurdamente relevante nesse momento. Pesquise “Snake Plissken” no Google, e se surpreenda com a semelhança do visual de Kurt Russell com um personagem bem famoso do mundo dos jogos, e veja de onde veio a inspiração!

 

 

Carpenter é uma figura extremamente importante na indústria da sétima arte, e suas obras permearam os anos 70 e, principalmente, os anos 80, onde ele busca inspiração para escrever o roteiro desse game. Além de diretor de cinema, também é compositor e produtor musical, assinando a trilha sonora de Toxic Commando, o que dá um tom incrível ao jogo, mas falaremos sobre isso posteriormente.

 

Sobrevivência é a chave

 

Para quem é acostumado a games como Left 4 Dead (2008), World War Z (2019) e derivados, trata-se de uma experiência semelhante. O jogo inicia te dando os elementos principais, onde sua trupe tem de fazer um serviço para um homem chamado Leon e, no prólogo, além dos elementos-chave de gameplay, você acaba lidando com um revés que te entrega a tônica da história. Sem detalhes, para evitar spoilers, mas aí se encontra o grande diferencial desse jogo para outros do estilo: uma história bem contada, envolvente que te faz querer jogar mais e mais!

 

 

Trata-se de um jogo cooperativo para até quatro pessoas que, caso não sejam preenchidas, serão ocupadas por bots. O que é interessante, ao menos para mim, é que os bots são relativamente inteligentes, tomando boas decisões (não joguei partidas na dificuldade máxima para me certificar se as coisas continuam dessa forma), e ajudando os players humanos ao lidar com as hordas de zumbis. Você dirige carros, que vão desde ambulâncias que curam a party, até picapes com guinchos para derrubar portões, atracar em troncos para tirar o veículo da lama, entre muitas outras features interessantes, tornando a experiência muito dinâmica e, assim, multiplicando o fator replay.

 

A assinatura de um mestre do cinema

 

Como dito previamente, o grande diferencial de Toxic Commando é a assinatura de John Carpenter. Mais de 50 anos de Hollywood dão a esse diretor incrível a confiança e a liberdade de inserir o jogador em um contexto que é, ao mesmo tempo que comum (jogos de zumbis são frequentes há muito tempo, seja em experiência single player ou multiplayer), nos dá um tempero, que é um modo história bem contado. Você jogará por volta de 10 missões, incluindo o prólogo, todas muito bem escritas e variadas.

 

 

Um detalhe interessante, se comparado a jogos concorrentes, é que você dispõe de tempo para explorar o mapa, e isso torna as missões muito interessantes. Não existe um contador, fazendo com que o jogador tenha de se apressar para cumprir os objetivos. Cada canto do mapa possui elementos vitais para a vitória do grupo e, logicamente, hordas e hordas de inimigos.

 

Existe, também, um sistema de pontuação do game, que não somente aumenta o nível de cada armamento, liberando novas peças para melhorar as capacidades (precisão, dano, mobilidade, armazenamento etc), quanto atributos do próprio jogador, que pode construir perfis para cada um dos quatro protagonistas do jogo, dois homens e duas mulheres.

 

Belo e pesado

 

Visualmente falando, trata-se de um game belíssimo! O teste foi feito na versão PC, que possui suporte para ferramentas modernas de renderização, como FSR e DLSS. Uma coisa que também é legal, e não foi mencionada anteriormente, é que o game possui cross-play com os consoles (PlayStation 5 e Xbox Series), aumentando a gama de jogadores disponíveis para partidas.

 

 

Comparando a outros games do estilo, o jogo consome bastantes recursos da máquina, uma vez que, em geral, jogadores prezam pela fluidez em jogos do estilo, e não tanto a beleza. Todavia, é um game muito bonito, tenho certeza de que vocês vão se deliciar com efeitos de luz e partículas, além da própria construção dos cenários, que vão desde regiões campestres, como fazendas, ranchos em meio a montanhas, até áreas industriais com vastos ambientes internos, como prédios e fábricas.

 

Uma sonoridade totalmente oitentista

 

Carpenter, sendo um ícone dos anos 70/80, usa e abusa de seus atributos de músico compositor, e insere no game uma trilha sonora que abusa de dois instrumentos que assinaram uma era: guitarras e sintetizadores. Tudo isso faz com que o ambiente oitentista do jogo transborde à frente da tela, deixando o jogador totalmente imerso nesse universo.

 

 

Para quem me conhece, sabe que sou simplesmente apaixonado pelos anos 80, não somente porque nasci na época, mas sim, porque é um tempo cheio de identidade própria e uma estética que jamais foi equiparada.

 

Além da música cativante e envolvente, o voice acting é muitíssimo competente, um grande ponto positivo para a dinâmica, não só da gameplay, como da história do jogo, que vai te levando até os capítulos finais e o desfecho da trama. Efeitos sonoros completam o combo, como já era de se imaginar. Um fone de ouvido bem ajustado vai tirar você da realidade, fazendo gastar horas e horas na jogatina.

 

Veredito

 

Para alguém que não é versado no gênero, John Carpenter’s Toxic Commando significou uma abertura incrível para o universo dos games cooperativos. Já aos jogadores mais versados no estilo, a narrativa envolvente dará um novo significado à gameplay, casando perfeitamente storyline e execução. Desfrutem sem moderação!

 

Quer saber mais sobre o jogo, assista a gameplay feita pelo Riris!

 

 

 

John Carpenter's Toxic Commando - PC
Nota Final
9/10
9/10
  • Gráficos - 8/10
    8/10
  • Jogabilidade - 9/10
    9/10
  • História e Diversão - 9/10
    9/10
  • Áudio e Trilha Sonora - 10/10
    10/10
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CONSIDERAÇÕES FINAIS

Para alguém que não é versado no gênero, John Carpenter’s Toxic Commando significou uma abertura incrível para o universo dos games cooperativos.

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Rafael Barbosa

Sou Rafael Barbosa, conhecido nas redes sociais por "Riris", uma maneira abreviada de mencionar o meu canal, "Here comes a new challenger!", local onde revivemos memórias da infância e construímos novas lembranças permeando o universo dos videogames. Professor na formação, gamer por vocação, também me aventuro pelo universo do futebol, das histórias em quadrinhos e do cinema.