Análise da 1º Temporada da série Anos Incríveis, disponível no Disney+

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Estreou no último dia 20 de abril o tão esperado reboot de Anos Incríveis, série exclusiva do Disney+. Na série, acompanhamos o dia a dia de uma família negra morando no Alabama no final dos anos 60.

 

 

Tenho que começar dizendo que esta é uma série que muitos fãs, assim como eu, esperavam, pois prometia (olha o verbo!) trazer algo semelhante a antiga série de mesmo nome, que foi exibida nos EUA entre 1988 e 1993. Eu mesmo sou um apaixonado por Anos Incríveis e tenho todos os episódios aqui no meu HD (não me perguntem como).

 

Na série exibida há mais de 30 anos, acompanhávamos a história de Kevin Arnold (Fred Savage) e seus melhores amigos, o tímido Paul (Josh Saviano) e Winnie (Danica McKellar). Na história que se passava no final dos anos 60 também, víamos de perto os conflitos vividos por alguém saindo da infância naquela época, enquanto a história do mundo e a de seus pais se misturavam com seus sonhos de adolescente. Esta versão para mim é mais dramática, quase sem piadas (e quando tem são meio infantis) e foca principalmente nos conflitos mesmo. É uma série que te emociona e te faz chorar por muitas vezes, principalmente quando um personagem em especial morre (vale spoiler aqui?).

 

Já a nova série digamos que é bem diferente da que assistimos em nossa adolescência na TV Cultura. O reboot de Anos Incríveis tem um ar mais alegre, com piadas que lembram séries como Todo Mundo Odeia o Chris, e a comparação não é pelo fato de ser focada numa família negra, mas realmente por ter mais piadas e a família ser bem mais humorada. Enquanto o pai de Kevin era um rabugento, o pai de Dean Williams (Elisha “EJ” Williams) – que é interpretado por Dulé Hill – é um músico super alto astral.

 

Mas como falei anteriormente, o reboot diferente do que vimos na série anterior. A parte dramática da série não está literalmente focada na família do personagem principal, mas nos problemas raciais que os negros daquela época (e hoje em dia não mudou muito, infelizmente) viviam. Enquanto na série anterior o primeiro episódio mostra a morte do presidente da época Robert Kennedy, esta nova mostra a morte de Martin Luther King Jr, mostrando já de início quais serão os temas abordados.

 

Aqui vai uma crítica, em especial à Disney, que nos últimos anos tem focado em live actions, reboots e remakes de sucessos do passado: PRA QUE??? Será que não se tem mais ideias para novos filmes e séries? E mesmo quando a produção é boa (caso desse “reboot” de Anos Incríveis) eles preferem ficar na sombra do passado, utilizando-se do subterfúgio de lançá-la com um nome já forte na cabeça das pessoas, ao invés de criar algo totalmente novo e apostar em uma nova “franquia” de sucesso. O que digo é que muita gente vai reclamar do reboot de Anos Incríveis, pois ela não tem nada a ver com a série anterior, a não ser a época em que se passa. A série é muito boa, traz reflexões e muito bom humor, consegue nos fazer ficar tristes e sorrir num mesmo episódio e por isso não merecia ficar conhecida como um “reboot”. Por que não acreditar na produção e lançá-la com um outro nome? Enfim… acredito que a Disney anda meio “bundona” pra acreditar em novas produções e franquias e por isso fica usando o nome/marca do passado para garantir um certo público.

 

Voltando à série… ela traz reflexões fortes sobre questões raciais, inclusive aspectos de conflitos de gerações e de machismo da época. Ela consegue nos fazer maratonar em um dia só, pois é realmente muito boa!

 

A 1º temporada da série Anos Incríveis está disponível na plataforma de streaming Disney+. Confira o trailer abaixo:

 

1º Temporada de Anos Incríveis - Disney+
Nota Final
8.6/10
8.6/10
  • Ideia e Roteiro - 9/10
    9/10
  • Fotografia, Figurino e Efeitos Visuais - 9/10
    9/10
  • Áudio e Trilha Sonora - 8/10
    8/10
  • Adaptação e Atuação - 8.5/10
    8.5/10
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CONSIDERAÇÕES FINAIS

Não tem nada a ver com a antiga Anos Incríveis, mas mesmo assim é uma ótima série!