Análise do filme ‘Star Wars: A Ascensão Skywalker’

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Já se passou uma semana desde o lançamento de ‘Star Wars: A Ascensão Skywalker’, o final da saga, mas somente agora conseguimos assistir (festas de fim de ano, sacumé né?!). O que posso dizer é que voltei pra casa aliviado por ter visto um filme bem legal, diferente do que os críticos dizem por aí…

 

 

Este artigo vai ter muitos, mas muitos spoilers, portanto, só continue lendo se estiver de acordo com isto ok?! Depois não vem chorar…

 

Durante esta semana desde o lançamento do nono filme da franquia, que encerra a saga dos “Skywalkers”, só vi críticas negativas, não só de sites especializados (e claro, mais famosos do que o nosso), mas de amigos nas redes sociais (que se dizem especialistas em Star Wars), porém, eu que não sou um fã tão antigo assim (só conheci Star Wars em 2016, quando maratonei tudo e adorei!) gostei do que vi no cinema. Para mim ‘Star Wars: A Ascensão Skywalker’ encerrou de uma forma bem legal a saga da família Skywalker (mesmo matando toda ela).

 

 

Uma coisa que temos que ter sempre em mente é que nunca uma saga com várias continuações vai conseguir agradar todos por tanto tempo. Os primeiros filmes de Star Wars eram novidades, traziam conceitos ultra modernos e foi isto que encantou o público. Com o passar dos anos, não só o filme amadureceu, como o público também envelheceu. É difícil agradar um público acostumado com os primeiros filmes, com outros tempos. Mas (pelo menos pra mim) Star Wars cresceu de uma maneira legal. Claro que tiveram várias falhas tanto nos efeitos, personagens e roteiros, mas acredito que nada que tirasse de Star Wars o posto de uma das franquias de maior sucesso no mundo todo. E este último filme conseguiu fechar o ciclo (de nove filmes) com chave de ouro.

 

Se você é um fã mais xiita digamos, talvez vá criticar muito, pois na sua cabeça o filme tem que te encantar como os primeiros encantaram, mas nem sempre isto é possível.

 

Vamos ao filme e aos pontos que gostei…

 

No oitavo filme da franquia, a Rey (Daisy Ridley) teve um papel bem fraco na verdade, onde mesmo no final dele não sabíamos quase nada da personagem. Porém, neste novo filme vimos uma evolução incrível da personagem, não só em termos de carisma, mas em força dentro da franquia. Descobrimos sua história e ela é surpreendente! Ser neta de Palpatine (Ian McDiarmid) fez com que as reviravoltas de Star Wars voltassem com tudo. Palpatine é outro que surpreendeu com sua volta. Claro que já imaginávamos que ele voltaria, afinal, vários trailers e teasers mostravam isso, mas não sabíamos bem como seria nem que ele teria um papel tão importante no final da saga. Foi legal sentir raiva dele novamente depois de tanto tempo.

 

 

Claro que não podíamos deixar de falar da atriz Carrie Fisher (Leia Organa) e suas cenas no filme. Após sua morte em dezembro de 2016, os fãs ficaram ansiosos em saber como a sua personagem aparecia no filme. Mesmo não tendo cenas memoráveis com muita importância no filme, a direção do longa conseguiu encaixar ela de uma forma leve e a homenageou lindamente. No filme sua personagem morre, deixando os outros arrasados, mas sua morte serviu para impulsionar a força deles. Sua morte foi retratada no filme de uma forma bem poética (acredito que com a ajuda de sósias e mostrando o corpo somente, não o rosto).

 

 

Este também foi o filme onde o toque Disney mais apareceu, principalmente em frases importantes durante o longa, como quando Rey descobre que na verdade é uma Palpatine e tem medo de por isto se tornar uma Sith, mas ela acaba ouvindo que existem coisas mais fortes do que o sangue e a família ao qual ela pertence. É uma mensagem bonita, pois mostra que o que nos define não é o meio onde vivemos ou a história de nossos ancestrais, mas aquilo que fazemos e por quem fazemos que nos torna o que somos.

 

 

Temos as participações especiais de Han Solo (Harrison Ford), Luke Skywalker (Mark Hamill) e de Lando (Billy Dee Williams) que de forma magistral muda os rumos da história de ‘Star Wars: A Ascensão Skywalker’. Além disso, vemos uma quase morte de Chewbacca (quase faleci junto nessa parte do filme) e a morte (morreu, não morreu, morreu sim!) de Kylo Ren (Adam Driver) que até certo ponto nos entristeceu também.

 

 

Outra coisa bem legal que vimos foi uma conversa entre Lando e a personagem Jannah (Naomi Ackie). Jannah é uma ex-stormtrooper que foi roubada de sua família quando criança. Nesta conversa com Lando ela diz que não sabe muito sobre sua origem. Como sabemos Lando teve sua filha levada pela Primeira Ordem quando pequena e … será que é Jannah? Ah… e será que não teremos em breve um filme contando a história dos stormtroopers? Seria legal não?!

 

No final, finalmente vemos uma vitória do bem (de verdade, sem truques) e a família Skywalker some do mapa. Ah… na verdade Rey se auto denomina Rey Skywalker, mas o sangue mesmo da família já era…

 

O filme tem várias referências aos anteriores, muito fan service porém de uma forma bem elaborada e não apelativa. Minha esposa e eu gostamos muito dele e acredito que se você não for daqueles muito nostálgicos vai gostar também. Vale a pena assistir!

 

O filme ‘Star Wars: A Ascensão Skywalker’ está em cartaz nos cinemas do Brasil desde 19 de dezembro. Confira o trailer:

 

 

Star Wars: A Ascensão Skywalker
Nota Final
8.3/10
8.3/10
  • Ideia e Roteiro - 8.5/10
    8.5/10
  • Fotografia, Figurinos e Efeitos Visuais - 8.5/10
    8.5/10
  • Áudio e Trilha Sonora - 7.5/10
    7.5/10
  • Adaptação e Atuação - 8.5/10
    8.5/10
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CONSIDERAÇÕES FINAIS

O filme tem várias referências aos anteriores, muito fan service porém de uma forma bem elaborada e não apelativa.