Análise do filme live-action de ‘O Rei Leão’

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Finalmente saiu a live-action do ‘O Rei Leão’, baseado no longa-metragem animado da Disney, criado em 1994, a animação computadorizada traz para nós nostalgia e uma certa expectativa (que cá entre nós, quem é muito fã mesmo fica um pouco decepcionado).

 

 

Lembrando a história

 

Em plena savana africana, há a Pedra do Reino que é comandado por Mufasa (James Earl Jones), ele ganha um herdeiro, Simba (JD McCrary/Donald Glover) e a aventura fica focada no crescimento e aprendizado do mesmo. Quando filhote, Simba ainda é imaturo e pretensioso (afinal, ele é o futuro Rei né?) e a sua curiosidade juvenil acaba colocando ele em algumas enrascadas incluindo por em risco sua amiga Nala (Shahadi Wright Joseph/Beyoncé Knowles-Carter…ela mesma, a diva!) e o conselheiro Zazu (John Oliver). Mufasa demonstra ser paciente e sábio para explicar a Simba todas as coisas importantes que um Rei deve fazer, inclusive respeitar o Ciclo da Vida.

 

 

Porém, seu tio Scar (Chiwetel Ejiofor), revoltado por não ser mais o sucessor de Mufasa por conta do nascimento de Simba, arma uma cilada para que o Rei e o Príncipe morram em uma debandada. Mufasa morre e Simba seguindo o conselho de seu tio, foge para bem longe, quando se vê cansado, ele cai em um sono profundo e Timão (Billy Eichner) e Pumba (Seth Roger) o encontram, salvando-o da morte.

 

Com o conceito dos novos amigos, Simba aprende que a vida tem que ser sem preocupações e responsabilidades (Hakuna Matata, lembram?) e pensa assim até um reencontro com Nala e uma conversa com Rafiki (John Kani) que o faz ter uma lembrança com Mufasa e sendo assim, resolve voltar para a Pedra do Reino.

 

 

Ao chegar, vê todo o reino escasso graças ao comando do seu tio Scar, as leoas aceitam porém não gostam do novo Rei e se veem obrigadas a obedecer. Scar ao rever o sobrinho, tenta ainda manipular com o sentimento de culpa mas Simba o enfrenta e volta ao seu posto de Rei.

 

Então…houve pequenas mudanças na live-action, nada que estragasse o filme, é uma boa história e, como disse, a geração dos anos 90 iria encher as salas de cinema por conta sim da nostalgia. A maioria das pessoas gostaram da versão computadorizada, já quem vos escreve… tenho pontos que acredito podiam ter melhorado ou deixado como estava né?

 

Pontos positivos

 

“Spirit” é uma música original do remake, Beyoncé (a Diva!) a interpreta desta vez. A canção tem seu lugar no filme no momento em que Simba e Nala cruzam o deserto com destino às terras do Reino. A cena já seria emocionante o suficiente sem os vocais poderosos da diva do pop, porém, deixa tudo ainda mais impressionante.

 

 

Os dubladores – originais e brasileiros – são em geral bons, há uma estranheza em ouvir o Scar, entendo que a direção optou por uma seriedade e dramatização, mas fui ver querendo muito escutar a voz de Jorgeh Ramos (sim, eu sei que ele faleceu em 2014 – mas sei que teria alguém que fizesse a voz parecida). A dublagem de Iza tinha lá seu sotaque mas algo que não teve tanta importância a ponte de trazer um incomodo. Agora a reclamação: o que houve com a voz do Ícaro Silva na música “Hakuna Matata”? Ficou estranha a ponto de eu nem conhecê-lo pela voz.

 

Desta vez as leoas principais ficaram mais destacadas, Nala mostra a revolta do reino estar assim e com o auxílio de Zazu ela foge em busca de ajuda, e acaba encontrando Simba. Já a mãe do mesmo, Sarabi (Alfre Woodard) mostra a devoção pelo marido – já que Scar quer que ela seja a sua Rainha e ela se recusa- e como uma rainha ela comanda as demais leoas.

 

Pontos negativos

 

A forma que colocaram o papel do Rafiki, lembrando que no desenho ele não só lembra Simba que ele é o Rei através de Mufasa mas também tem um dos diálogos mais bonitos do filme/desenho. Confira e relembre:

 

 

Timão e Pumba não nasceram para ser “politicamente corretos”, oras, ele “ensinam” Simba a não ter responsabilidades, então não funcionou Pumba ofendido dizendo que não aceita “Bullying”. Ambos ficaram sem graça e com pouco espaço na live-action.

 

E por fim, por ser uma animação onde não há humanos, faltou as expressões emocionais na live-action, claro que a ideia é fazer o Simba e cia. serem o mais real possível mas tenho certeza que novas gerações não vão conseguir pegar as mesmas emoções de quem assistiu o desenho (já que em desenho fica muito mais clara…).

 

O filme live-action de ‘O Rei Leão’ estreou no dia 18 de Julho nos cinemas brasileiros. Confira o trailer abaixo: